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Empresário que matou radialista alega ameaças e é transferido para JP

Uma determinação da justiça fez com que o assassino do radialista campinense Joacir Oliveira Filho, o empresário Roberto Vicente Correia, o Robertinho, fosse transferido às 13h desta quarta-feira (5) para a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, que fica localizada no Complexo Especial de Mangabeira, em João Pessoa, na capital da Paraíba. A informação foi confirmada pelo diretor da Penitenciária Padrão de Campina Grande, Leandro Batista.

“Ele foi levado depois do almoço aqui da Padrão. Os advogados alegaram que ele estava sofrendo ameaças e a justiça determinou a transferência para capital”, comentou o diretor.

Roberto Vicente foi transferido para a mesma penitenciária em que estão os presos da Operação Xeque-Mate, o também empresário Roberto Santiago, dono de dois shoppings em João Pessoa, e o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana.

Entenda o caso

O radialista Joacir Rocha de Oliveira Filho, 35 anos, foi morto com um tiro no peito dentro de um restaurante no Centro de Campina Grande, no Agreste paraibano. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito teria bebido no local e, após pagar a conta, foi até a vítima e atirou. O crime aconteceu por volta das 22h da quinta-feira (30).

Joacir chegou a ser socorrido pelo Samu para o Hospital de Trauma, mas já estava sem vida. Nada da vítima nem do estabelecimento foi roubado. Joacir era filho do jornalista Joacir Oliveira e irmão dos também radialistas Cléber Oliveira, César Ricardo e Caju Oliveira. Antes de cometer o assassinato, o empresário abraçou e pagou a conta da vítima.

OP9

CASO JOACIR: Presidente da CMCG diz que crime foi premeditado

Em um rápido, porém duro e contundente pronunciamento na Câmara Municipal de Campina Grande nesta quarta-feira (5), a vereadora presidente da casa, Ivonete Ludgério, se referiu ao assassinato do radialista Joacir Oliveira Filho como premeditado. Segundo ela, o empresário Roberto Vicente Correia do Monte, o Robertinho, que inclusive teve a prisão mantida em audiência de custódia e está detido preventivamente, saiu de casa com a intenção de matar.

“A violência agora é contra tudo e contra todos. Nesse final de semana tivemos a barbárie que foi o assassinato de Joacir. A violência e a premeditação de um crime. Porque você vai para um estabelecimento comercial, antigo, famoso, no centro da cidade, armado… Chega lá, abraça a pessoa que daqui a pouco você vai matar… Bebe para criar coragem e comete um assassinato, mata um pai de família”, disse a presidente da CMCG.

“De uma família conhecida na cidade, que sabia que ia ter uma repercussão muito grande. Vai com um segurança que dá toda proteção. A gente sabe que foi um crime premeditado”, completou.

O esposo da vereadora, o deputado estadual Manoel Ludgério (PSD), foi assaltado quando saia do velório, que aconteceu na sexta-feira passada na Associação Campinense de Imprensa.

Missa de Sétimo Dia

A missa de sétimo dia de Joacir Oliveira Filho, assassinado pelo empresário Robertinho com um tiro de pistola dentro de um restaurante no centro de Campina Grande, acontece nesta quarta-feira, às 17h30, na Catedral Diocesana de Campina Grande.

“Armação” é investigada no caso das agulhadas do São João

Um ano depois de dezenas de pessoas terem procurado o Hospital de Trauma de Campina Grande afirmando que teriam sido vítimas de agulhadas, fatos que na época ficaram conhecidos como ‘caso das agulhadas’, a Polícia Civil investiga agora os desdobramentos das denúncias. Um inquérito apura se houve algum tipo de ‘armação’ no registro dos pacientes no Hospital de Trauma da cidade. Vários funcionários da unidade estão sendo chamados a dar esclarecimentos na Delegacia do Distrito de São José da Mata.

A investigação teve início após uma representação feita pela Prefeitura de Campina Grande ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público, após o arquivamento de um primeiro inquérito da Polícia Civil que apurava as denúncias.

Na representação, a Prefeitura diz que o surgimento dos casos trouxe prejuízos para o Maior São João do Mundo no ano passado e que a divulgação por parte do Hospital de Trauma provocou pânico entre os forrozeiros. “Cada dia que passava o alarma, o pânico se aguçava entre turistas e frequentadores com a implacável e “pontual” informação de representantes do Hospital Estadual de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga sobre um suposto ataque com agulhas no interior do Parque do Povo e o número de frequentadores e turista foi sendo reduzido, drasticamente”, afirma o documento.

No primeiro inquérito, para investigar as denúncias das vítimas, a Polícia Civil apurou o relato feito por 17 pessoas que teriam sofrido as supostas agulhadas. Depois de meses de investigações nenhuma pessoa foi indiciada e os supostos autores das lesões também não foram encontrados. Em outros casos sequer foi comprovado que as lesões mostradas pelas vítimas foram causadas por agulhadas. A direção do Hospital de Trauma nega, desde a época dos fatos, que tenha havido qualquer tipo de armação e diz que as vítimas procuraram a unidade espontaneamente.

Para a edição deste ano a Prefeitura de Campina Grande decidiu se prevenir de casos parecidos e criou um Comitê de Gestão de Crises, que vai atuar na contenção também de possíveis ‘fake news’ que surgirem durante os 31 dias da festa. O Maior São João do Mundo este ano tem início na próxima sexta-feira (07) e vai até o dia 07 de julho. Dezenas de atrações nacionais e locais vão se apresentar no Parque do Povo e a expectativa é de grandes públicos no Parque do Povo.

JOÃO PAULO MEDEIROS/JORNAL DA PARAÍBA

Rua é calçada e postes ficam no meio da via em Campina Grande

O sonho da rua calçada terminou se transformando em um problema para moradores da Rua Francisco Afonso, no bairro da Ramadinha 1, periferia de Campina Grande. É que sete postes ficaram exatamente no meio da via, como uma espécie de canteiro central. A conclusão do calçamento da rua está sendo feito por uma empresa que presta serviços para a prefeitura municipal de Campina Grande.

De acordo com a manicure Jarlany Cavalcanti, os moradores entraram em contato com a Energisa solicitando a retirada dos postes do meio da rua. Porém, foram informados que teriam que pagar uma taxa para a execução do serviço. “Recebemos a informação de que teríamos que pagar R$133 por poste para que a Energise viesse fazer o serviço”, disse em entrevista à Rádio Campina FM.

Além de esteticamente fora dos padrões, os postes no meio da rua ainda estariam causando acidentes na via. “Na semana passada, um carro acabou batendo em um poste e faltou pouco faltar energia. Se fosse um carro mais pesado teria derrubado o poste”, disse o aposentado Francisco da Silva, também em entrevista à Campina FM.

FOTO JOSÉ ERNANI/MORADOR DA RUA E MOTO-TÁXISTA

Internos tentam fugir e começam princípio de rebelião no Lar do Garoto

A Polícia Militar, através do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), além do Corpo de Bombeiros, foram acionados no final da tarde desta terça-feira (4) para controlar um princípio de rebelião dentro do Lar do Garoto, que fica em Lagoa Seca, Brejo paraibano. É que internos planejavam fugir, mas foram descobertos pela direção da unidade.

A informação foi confirmada pelo comandante do décimo batalhão da PM, tenente-coronel Francimar Vieira Lins. A situação está controlada, segundo o comandante, e uma equipe do SAMU está indo, agora à noite, até a unidade para cuidar de jovens que sofreram escoriações durante a tentativa de fuga.

FOTO JACKSON RONDINELI/ TV PARAÍBA

Agricultor de 80 anos é encontrado morto na zona rural de CG

Um agricultor de 80 anos foi encontrado morto no início da tarde desta terça-feira (5) no sítio Félix Amaro, zona rural de Campina Grande. José Isidoro Pereira era viúvo e morava sozinho. Ele foi encontrado já sem vida, caído no chão de casa,por um vizinho. No corpo foram encontradas marcas de perfurações na região das coxas. A Polícia Civil investiga o caso e trabalha inicialmente com duas linhas de investigações, homicídio ou latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Ainda não há indícios de suspeitos.

O corpo foi encontrado por volta de 13h por um vizinho que sentiu falta do agricultor, já que todas as tardes era comum encontrá-lo ao lado de casa tocando violão. “Senti falta dele e quando chamei, ele não respondeu. Fui na porta da cozinha e ela estava apenas encostada. Quando eu abri, me deparei com ele caído e já corri para avisar em casa”, disse um vizinho que preferiu não se identificar em entrevista à TV Borborema/SBT.

Homem era agricultor e morava sozinho há 15 anos FOTO BLOG DO PP

Logo quando o corpo foi encontrado, falava-se que as partes íntimas da vítima teriam sido decepadas, porém a polícia descartou. “Não. O que aconteceu foi que como existia muito sangue e ele estava com as mãos nas partes íntimas, os vizinhos acharam que ele havia sido decepado. Mas isso não aconteceu”, contou o delegado responsável pelo caso, Francisco de Assis, que vai ouvir pessoas da comunidade para tentar elucidar o crime.

Um compadre da vítima contou que ele gostava de dizer que tinha dinheiro em casa. “Eu sempre alertava dizendo ‘Zé, tu não fica dizendo isso’, mas ele era assim”, revelou o agricultor Vicente Amorim lamentando a morte do amigo.

Casa estava completamente revirada quando a Polícia chegou para fazer a perícia FOTO BLOG O PP

Intervenção do governador desmonta caráter técnico do Iphaep, diz procurador

A intervenção do governador João Azevedo, afastando o embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep) às obras do Parque Sanhauá, em João Pessoa, caiu como uma luva na argumentação da Procuradoria Geral do Município de Campina Grande que acusa o órgão de agir sob viés político no veto ao projeto de requalificação das ruínas do antigo Cine Capitólio.

No mês passado, a 3ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande negou provimento a uma ação do Iphaep e autorizou o Município a dar andamento ao projeto do Capitólio. Na sentença, o juiz Ruy Jander Teixeira da Rocha criticou duramente o que classifica como um “tecnicismo exacerbado” do instituto e afirmou que o órgão impõe exigências impossíveis de serem cumpridas.

Em fala à reportagem da Campina FM nesta terça-feira (4), o procurador geral do Município, José Fernandes Mariz, avaliou que a intervenção do governador João Azevedo no embargo às obras do Iphaep confirma que as decisões do instituto não são meramente técnicas.

“Fiquei surpreso com a facilidade com que se resolve as questões do Iphaep no âmbito do Governo do Estado, que retirou o embargo. Simples assim. Então, aquela história de órgão isento, técnico, isento de intervenções não políticas, vai por terra. O governador, simplesmente olhando o projeto, tirou o embargo do Iphaep”, comentou.

Assim, segundo Mariz, fica confirmado que o instituto “é um órgão vulnerável à ingerência política, que se queda às decisões unilaterais e até pessoais do governador”.

BLOG DO LENILDO FERREIRA

Cidades da PB ficam sem PM com recusa de policiais por R$ 6 de “extra de fome”

O pagamento de R$ 6 por hora extra para policiais militares de plantão está deixando alguns municípios sem policiais no Estado da Paraíba. A denúncia foi feita à rádio Campina FM nesta terça-feira (4) pelo deputado estadual Cabo Gilberto Silva, do PSL. Segundo ele, há uma mobilização dentro dos quarteis para que os PM’s não façam o plantão extra, criticamente chamado de “plantão da fome”. Conforme o deputado, a recusa dos PM’s já estaria causando impacto direto nas cidades de menor porte. No último final de semana, estima-se que 35 municípios tenham ficado sem policiais.

Segundo o deputado estadual, o problema está sendo causado porque a Polícia Militar não tem efetivo suficiente para organizar as escalas de trabalho. Por isso, os policiais estão sendo escalados em plantões extras e recebem o valor de R$ 6 por hora. A decisão do governo é baseada em uma Lei que determina que os policias podem trabalhar até 30 dias ininterruptamente. O problema é que essa convocação aconteceria em casos fortuitos ou de força maior, ou seja, em ações provocadas pelo homem (rebeliões, por exemplo) ou como a tragédia registrada em Brumadinho (MG) este ano.

“(A recusa) É um movimento praticamente unificado na Paraíba. Diga não ao ‘extra de fome’. É para valorizar não só o serviço extra. São poucos policias, é o pior salário do país, armamento inadequado. São muitos problemas e nossa movimentação é para mostrar nossa insatisfação com o governo do PSB”, disse o deputado.

Segundo ele o problema é antigo e passou de Ricardo Coutinho para João Azevedo. “Esses problemas têm nomes técnicos. Ricardo Coutinho só colocou 840 policiais em oito anos, quando em 2010 prometeu mais de cinco mil. Passou o tempo e ficou só na promessa”, lembrou.     

Juiz adia audiência de pai acusado de estuprar bebê que morreu

O juiz Adilson Fabrício Gomes Filho decidiu adiar a audiência de custódia dos pais de uma bebê de 9 meses de vida que morreu após ter sido estuprada na Paraíba. O casal Ana Graciele Nascimento Lucena e Francisco Fagner Lucena foi preso na última quinta-feira (30). O pai é suspeito do estupro e a mãe suspeita de ser conivente aos abusos.

A audiência estava marcada para acontecer na tarde desta segunda-feira (3), em João Pessoa, mas precisou ser reagendada para a tarde desta terça-feira (4). O casal está em unidades prisionais da capital paraibana depois de terem sido transferidos da Cadeia Pública de Soledade, por questões de segurança.

O reagendamento ocorreu por questões burocráticas, tendo em vista que a audiência havia sido anteriormente agendada para comarca de Soledade, antes de ser decidida a transferência.

A menina de 9 meses morreu na noite da última quarta-feira (29)após sofrer uma convulsão em um restaurante na cidade de Soledade, no Seridó paraibano, quando estava com a mãe e voltando para casa na cidade de São José do Sabugi, no Sertão paraibano. A criança foi levada para o Hospital de Soledade, mas morreu. O médico que atendeu a menina percebeu que ela estava com ferimentos graves nos ânus e acionou a Polícia Militar.

O corpo da menina foi levado para exames no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande, onde um laudo confirmou que ela havia sido estuprada um dia antes de morrer. A Polícia Civil conduziu o pai e a mãe para a delegacia de Soledade.

Durante o depoimento a mãe Ana Graciele contou que havia se separado de Francisco Fagner há 7 meses e que já vivia em união estável com outra mulher, mas que o pai tinha contato íntimo com a filha. Ana Graciele também disse que Francisco já teria tentado estuprar a mãe dela.

G1PB

Falta água em Campina Grande e mais 14 localidades a partir de quarta-feira

A Companhia de Água e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa) anunciou nesta segunda-feira (3) que, a partir da próxima quarta-feira (5), às 10h, vai faltar água em Campina Grande e mais 14 localidades. O motivo é a substituição de transformadores na estação de tratamento de Gravatá, que recentemente ficou destruída por um incêndio que deixou Campina Grande e região sem água durante vários dias.

Além dos transformadores, serão substituídos os quadros de comando elétricos. A previsão é que o sistema volte a ser reabastecido, gradativamente, a partir de 23h da quinta-feira (6).

Vai faltar água em Campina Grande, Barra de Santana, Caturité, Queimadas, Pocinhos, Lagoa Seca, Matinhas, Alagoa Nova, São Sebastião de Lagoa de Roça, além dos distritos Curralinho, São José da Mata, Galante, Arruda, Chã do Marinho e Floriano.

Mais informações sobre os serviços executados pela Cagepa podem ser obtidas gratuitamente pelo telefone 115.