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CCJ da Câmara aprova projeto que prevê castração química voluntária para pessoas condenadas por violência sexual

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (1º), um projeto de lei que condiciona a progressão de pena ou a concessão de liberdade condicional para condenados por estupro à castração química voluntária.

O procedimento, de caráter hormonal, visa à redução da libido do condenado. A proposta é de autoria do ex-deputado Paes de Lira (PL 6831/10) e foi aprovada em forma de substitutivo apresentado pelo relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), reunindo ainda outros 56 projetos sobre o tema. O texto agora segue para votação no plenário da Casa.

Além da castração química, o projeto aumenta as penas para diversos crimes sexuais:

  • Estupro: passa de 6 a 10 anos para 10 a 20 anos. Se houver lesão corporal grave ou se a vítima tiver entre 14 e 18 anos, a pena sobe de 8–12 anos para 12–22 anos.
  • Estupro de vulnerável: passa de 8–15 anos para 12–20 anos. Em caso de lesão grave, a pena vai de 10–20 anos para 14–24 anos.
  • Violação sexual mediante fraude: pena aumenta de 2–6 anos para 4–8 anos.
  • Importunação sexual: terá aumento de 50% se a vítima for criança ou adolescente.

Segundo o relator, o projeto busca desestimular crimes sexuais e ajustar as penas à gravidade das infrações, sem ferir os princípios da dignidade humana.

Projeto de vereador proíbe recusa de garrafões de água dentro da validade em Campina Grande

O vereador Olimpio Oliveira apresentou um projeto de lei que proíbe a recusa, por parte de revendedores e fornecedores, de garrafões de água mineral de 20 litros que ainda estejam dentro do prazo de validade, em Campina Grande. A proposta tem como objetivo coibir práticas consideradas abusivas contra consumidores que enfrentam dificuldades ao tentar adquirir água utilizando vasilhames próximos ao vencimento.

Pelo texto, a recusa desses garrafões será considerada infração sujeita à fiscalização do Procon municipal. A penalidade prevista é de 10 Unidades Fiscais de Campina Grande (UFCG), com valor dobrado em caso de reincidência no período de um ano.

Na justificativa, Olimpio argumenta que o consumidor não pode ser responsabilizado por decisões unilaterais dos revendedores, e que a recusa transfere ao cidadão um custo indevido, em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ele ressalta que a prática já é passível de questionamento à luz do CDC, mas defende a necessidade de uma lei municipal para tornar a proibição mais clara e efetiva.

O vereador também destacou que a substituição de garrafões vencidos deve ser responsabilidade da indústria, não do consumidor ou do revendedor final. Contudo, esclareceu que a regulação dessa etapa da cadeia produtiva extrapola a competência do legislativo municipal. Segundo ele, cabe ao município atuar na defesa do consumidor e na fiscalização das relações comerciais, o que se busca assegurar com a nova proposta.

Presidente do TCE-PB critica excesso de temporários e irregularidades em concursos: “Aberração”

O presidente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), Fábio Nogueira, criticou duramente o excesso de contratações temporárias nas prefeituras do estado, classificando a prática como uma “aberração”. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (2) ao programa Arapuan Verdade, ele alertou para irregularidades recorrentes na área de pessoal, como a não convocação de aprovados em concursos públicos e o descumprimento do princípio constitucional do concurso como regra para ingresso no serviço público.

Segundo Nogueira, há municípios paraibanos com proporção de temporários muito superior à de servidores efetivos, chegando a ter quatro prestadores de serviço para cada concursado. Ele lembrou que a legislação permite contratações temporárias apenas em situações excepcionais, com justificativa clara e por tempo determinado, o que, segundo ele, tem sido amplamente desrespeitado.

O TCE-PB, segundo o conselheiro, acompanha os concursos desde a publicação dos editais, por meio de sistemas que monitoram os Diários Oficiais do Estado e dos municípios. Caso sejam detectadas irregularidades, os gestores são notificados de forma preventiva para correção antes que o ato se concretize.

Fábio Nogueira também destacou que, embora o concurso público seja o meio legal de ingresso no serviço público, sua realização precisa respeitar os limites legais de gastos com pessoal e a existência de cargos vagos previstos em lei. Como exemplo de irregularidade, citou o caso de uma prefeitura do Litoral paraibano em que o prefeito, pouco antes de deixar o cargo, nomeou um grande número de pessoas, violando a Lei de Responsabilidade Fiscal. O episódio foi judicializado, gerando insegurança para candidatos que pagaram taxas e se prepararam para o certame.

Com informações do Click PB.

Governo reformula Atestmed e peritos do INSS passam a definir duração e aprovação do auxílio-doença

O governo federal prepara uma reformulação no sistema Atestmed, utilizado para concessão do auxílio-doença sem perícia presencial, permitindo que peritos médicos do INSS passem a decidir sobre a duração do benefício e até mesmo negá-lo com base apenas na análise documental. A medida deve entrar em vigor nos próximos 60 dias, com previsão de funcionamento a partir de setembro.

Atualmente, o Atestmed apenas verifica a conformidade dos documentos enviados pelo trabalhador, como laudos e atestados médicos assinados, e o prazo do afastamento é definido pelo médico do paciente. Com a mudança, caberá ao perito federal avaliar o conteúdo médico dos documentos e determinar o tempo de afastamento, podendo reduzi-lo, ampliá-lo ou até indeferir o pedido, caso considere que não há incapacidade laboral comprovada.

O novo modelo pretende ajustar a duração dos benefícios com base em critérios técnicos e bibliografia médica, além de evitar que pedidos sem comprovação adequada sobrecarreguem a fila de perícias presenciais. Segundo o Ministério da Previdência, cerca de 30% a 35% dos pedidos feitos pelo Atestmed acabam migrando para essa fila, já que hoje os peritos não têm poder de indeferimento via sistema.

A reformulação também busca conter gastos diante do aumento expressivo no número de benefícios concedidos por certas doenças, como as osteomusculares. Em 2024, houve um crescimento de 86,3% nos auxílios por esse tipo de problema em comparação ao ano anterior, com prazos médios superiores aos das perícias presenciais.

Em paralelo, o governo editou em junho uma medida provisória reduzindo de 180 para 30 dias o limite do benefício via Atestmed, mas a regra foi considerada inviável e, pouco depois, substituída por uma portaria conjunta que ampliou provisoriamente o prazo para até 60 dias, válida por 120 dias. A intenção é que o novo sistema defina um tempo ideal, provavelmente entre 60 e 90 dias.

Com a reformulação, o governo espera otimizar recursos e conter o avanço da fila de perícias médicas, que pode ultrapassar 2 milhões de pessoas até o fim do ano se nada for feito. O novo modelo também permitirá decisões mais rápidas e técnicas, sem a necessidade de convocação para atendimento presencial, o que tende a reduzir o tempo de espera dos segurados.

Após nova autópsia no Brasil, corpo de Juliana Marins é liberado para sepultamento no Rio

O corpo da jovem Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, passou por uma nova autópsia nesta quarta-feira (2) no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. O exame teve início às 8h30 e durou cerca de duas horas e meia. Um laudo preliminar deve ser divulgado em até sete dias.

A análise foi conduzida por peritos da Polícia Civil, com acompanhamento de um legista federal e de um especialista particular contratado pela família, o professor Nelson Massini, da área de medicina legal. Mariana Marins, irmã de Juliana, também acompanhou o procedimento como representante familiar.

Por volta das 11h, o corpo foi liberado. O sepultamento acontecerá na sexta-feira (4), no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói.

Família cobra apuração sobre possível negligência

Desde a confirmação da morte, familiares de Juliana têm questionado a lentidão do resgate. Foram cerca de quatro dias entre o acidente e a chegada dos socorristas.

“Ela sofreu muita negligência nesse resgate. Vamos continuar buscando providências”, afirmou Mariana, que também desabafou sobre o alívio de pelo menos ter o corpo de volta ao país: “O nosso maior medo era que Juliana ficasse desaparecida”.

Busca por respostas

A família contesta o primeiro laudo feito na Indonésia, que indicou múltiplas fraturas e lesões internas como causa da morte, além de apontar que Juliana sobreviveu por cerca de 20 minutos após o impacto. No entanto, a data exata da morte não foi informada, o que gerou desconfiança sobre a qualidade do procedimento.

O pai de Juliana, Manoel Marins, afirmou em entrevista que o hospital estrangeiro parecia não ter estrutura suficiente para realizar uma autópsia completa. A Defensoria Pública da União também entrou no caso, solicitando à Polícia Federal a abertura de um inquérito.

Segundo a defensora pública federal Taísa Bittencourt, a família precisa de respostas claras: “A confirmação da data e do horário da morte é essencial para saber se houve falha na prestação de socorro por parte das autoridades locais”.

Chegada ao Brasil

O corpo de Juliana chegou ao Rio na noite desta terça-feira (1º), após uma longa jornada internacional. A urna funerária desembarcou inicialmente no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e foi levada ao Rio em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), pousando na Base Aérea do Galeão por volta das 19h40. O translado contou com o apoio de familiares, incluindo a prima que esteve ao lado do pai durante a viagem à Indonésia.

Achados e Perdidos de Campina Grande registra mais de 300 documentos recolhidos no Parque do Povo

A Prefeitura de Campina Grande divulgou, nesta quarta-feira (02), um balanço parcial do serviço de Achados e Perdidos instalado no Parque do Povo, durante a edição 2025 d’O Maior São João do Mundo. Até a quarta semana de festividades, foram registrados 218 atendimentos, com a coleta de cerca de 300 documentos e outros objetos perdidos. No entanto, apenas cinco devoluções foram efetivamente realizadas até o momento.

O serviço está funcionando na réplica da Vila Nova da Rainha, no Quartel General do Forró, com atendimento das 18h à meia-noite, horário que será mantido até o encerramento da programação junina, no próximo domingo, 6 de julho.

Quem não conseguir comparecer ao local durante a noite pode procurar o Espaço Cidadão, instalado no Terminal de Integração de Passageiros, onde o atendimento ocorre de segunda a sexta, das 7h30 às 17h. O local é ponto fixo e segue funcionando durante todo o ano, oferecendo apoio para devoluções de documentos e objetos perdidos.

Segundo Fátima Jerônimo, coordenadora do Espaço Cidadão, a expectativa é de que mais pessoas compareçam ao serviço até o fim das festas. Após o encerramento do São João, os materiais não retirados continuarão disponíveis para coleta no Terminal de Integração. Caso o número de devoluções permaneça baixo, será divulgada uma lista com os nomes dos proprietários que perderam documentos ou pertences no Parque do Povo.

Com informações do Portal T5.

Suspeito de matar colega de trabalho em cozinha de restaurante em João Pessoa se entrega à polícia

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O suspeito de matar um colega de trabalho durante uma briga na cozinha de um restaurante, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, se entregou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (2). O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (27) e, desde então, o homem estava foragido.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito e a vítima trabalhavam juntos no estabelecimento e, após um desentendimento, desferiu um golpe de faca contra o colega. Silvanildo Félix de Araújo, de 30 anos, ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do hospital.

A Polícia Civil afirmou que desde o crime realizou diligências para localizar e prender o autor do homicídio. Quando se entregou, a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O preso permanecerá na carceragem da Central de Polícia, aguardando audiência de custódia.

Nas redes sociais, o restaurante emitiu uma nota de pesar pela morte do funcionário: “Sua dedicação, profissionalismo e o bom humor com que sempre encarava os desafios farão imensa falta. Neste momento de dor, estendemos nossas mais sinceras condolências à sua família, amigos e a todos que, assim como nós, tiveram o privilégio de conhecê-lo e conviver com ele”, diz o texto.

Ainda de acordo com a PM, após o homicídio, o suspeito fugiu em uma moto. Policiais foram até um endereço repassado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), mas não conseguiram localizar o homem.

Com informações do G1 Paraíba.

‘Nunca pedi Pix nem anistia antes de ser condenado’, diz Lula em crítica a Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao apontar que nunca pediu Pix para a população, ou “anistia antes de ser condenado”. A fala foi dada nesta terça-feira (1º/7) durante anúncio do Plano Safra 2025/2026 voltado para médios e grandes produtores.

“Nunca vou pedir para vocês fazerem um Pix para mim. Nunca. Guarda o seu dinheiro para pagar os seus funcionários. Eu não quero Pix. E jamais vou pedir anistia antes de ser condenado. Quem é frouxo não deveria fazer bobagem, quem não tem coragem não deveria fazer bobagem, quem não mede os erros e as consequências não deveria fazer bobagem”, disse Lula, sem citar nominalmente o ex-presidente.

Segundo o chefe do Palácio do Planalto, o país “está precisando de seriedade”.

Lula também defendeu Haddad das críticas que o ministro da Fazenda vem recebendo do mercado sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e sobre o cumprimento da meta fiscal, e criticou o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Poucos países do mundo têm um ministro da Fazenda com a seriedade que o Haddad tem. Esse país teve poucos, muito poucos. Eu via na televisão a quantidade de bravatas que o Guedes fazia”, disse.

Ele também questionou: “Por que ninguém cobrava estabilidade fiscal no governo passado? Por que ninguém cobrava o teto de gastos?”, disse, alegando que o governo anterior foi “possivelmente o momento mais irresponsável desse país”. “A gente paga muito o preço por ser honesto. Muitas vezes as pessoas são induzidas a serem desonestas porque têm menos problemas”, disse.

Com informações do Portal Correio.

Acidente com ônibus em Pilões foi causado por falha em mangueira de R$ 25

A Polícia Civil da Paraíba concluiu, nesta terça-feira (1º), o inquérito do acidente ocorrido na Ladeira do Espinho, em Pilões, no qual um ônibus escolar vinculado à prefeitura do município tombou e deixou dois adolescentes mortos (Fátima Antonela, de 16 anos, e Gustavo Batista Belo da Silva, de 13 anos), além de 29 feridos no dia 1° de abril de 2025.

Ao programa Hora H, da Rádio POP FM, em João Pessoa, POP Cariri FM, em Campina Grande, e Rede Mais Rádios, o delegado Walter Brandão revelou que o veículo sofreu uma falha no sistema de freios que foi causada por um vazamento em uma mangueira de ar comprimido.

Segundo as investigações, a peça defeituosa, que custava apenas R$ 25, estava instalada no pneu dianteiro esquerdo do ônibus. O vazamento de ar comprimido comprometeu totalmente a eficácia do sistema de frenagem, sendo apontado como a principal causa do acidente.

“O vazamento de ar comprometia a eficácia do sistema de freio e ainda verificamos que aquele ônibus ele não se encontrava vistoriado pelo órgão competente de trânsito, então como se não bastasse todas essas falhas, o veículo continuava transitando e a prefeitura não disponibilizou nenhum servidor para fiscalizar a execução daquele serviço em um ônibus que encontrava com aquelas falhas, ressaltando que a mangueira onde se encontrava esse vazamento de acordo com o levantamento, custa 25 reais”, revelou o delegado Walter Brandão.

O dono da empresa proprietária do ônibus Adriano da Silva, o secretário de educação Fabiano Cassimiro e o diretor de transporte do município Francisco José Fernandes de Souza foram indiciados por duplo homicídio culposo no trânsito e por lesão corporal culposa.

A pena para homicídio culposo no trânsito pode chegar a 4 anos de prisão, enquanto a de lesão corporal culposa vai até 2 anos. A parte da investigação que envolve a prefeita de Pilões, Soraya Ferreira da Cunha, foi encaminhada ao Tribunal de Justiça da Paraíba, já que ela possui foro privilegiado.

Com informações do Cariri In Foco.

Idosa de 81 anos morre após ser atropelada por uma motocicleta no Centro de Campina Grande

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Uma idosa morreu na noite desta terça-feira (1º) após ser atropelada no Centro de Campina Grande. A vítima foi identificada como Maria do Socorro de Araújo, de 81 anos.

O acidente aconteceu em um trecho da Avenida Floriano Peixoto, nas proximidades do cruzamento com a Rua Barão do Abiaí, uma das áreas mais movimentadas da cidade. Segundo informações da Polícia Militar, Maria do Socorro era mãe do proprietário de uma academia localizada nas imediações e teria saído de casa para colocar o lixo na rua, quando foi atingida por uma motocicleta.

Testemunhas relataram que o condutor da moto estaria em alta velocidade no momento do atropelamento. Após atingir a idosa, ele ainda colidiu com um caminhão e uma segunda motocicleta.

O Samu foi acionado, mas ao chegar ao local constatou o óbito da idosa. Já o motociclista, um homem de 29 anos, foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Trauma de Campina Grande. Segundo a unidade hospitalar, o estado de saúde dele é considerado estável.