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Câmara de Campina Grande convoca aprovados no concurso público para tomar posse

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A Câmara Municipal de Campina Grande, por meio da presidente Ivonete Ludgério (PSD), lançou edital convocando os aprovados no concurso público para nomeação e posse. O edital nº 001/2019 foi publicado no Semanário Oficial da Prefeitura de Campina Grande desta segunda-feira (08). Nele está a lista dos convocados, cargos, documentos exigidos e o prazo para comparecimento para tomar posse.

Neste primeiro momento foram convocados 11 aprovados para preencher os cargos de agente de apoio geral legislativo, agente legislativo, vigia, assessor técnico legislativo I, recepcionista, técnico em manutenção de computador e técnico legislativo I. Os aprovados listados no edital devem comparecer à Câmara num prazo de 30 dias, contados a partir do dia 11 de julho, que é o período em que se encerra o recesso legislativo.

De acordo com a presidente Ivonete Ludgério, uma nova convocação está prevista para os meses subsequentes. “Esta primeira convocação atende nossa necessidade urgente de preencher alguns cargos. Mas vamos convocar os demais concursados nos próximos meses, de modo que todos os aprovados possam tomar posse e iniciar suas atividades de acordo com o que foi estabelecido no edital”, explicou Ivonete.

Este concurso público foi um marco histórico na Câmara campinense. O edital foi publicado em outubro do ano passado, com as inscrições iniciadas logo em seguida. A prova inscrita aconteceu em janeiro deste ano e as demais etapas seguiram nas datas estabelecidas no cronograma. Foram oferecidas 37 vagas para os níveis fundamental e médio, com salários variando entre R$ 954,00 e R$ 1.483,40. Todo o processo foi organizado pela Comissão Permanente de Concursos (CPCon) da Universidade Estadual da Paraíba.

O edital de convocação pode ser encontrado no Semanário Oficial da Prefeitura Municipal de Campina Grande nº 2.630, edição de 01 a 05 de julho do corrente ano, disposto nas páginas 13 e 14.  Na internet pode ser consultado no endereço https://campinagrande.pb.gov.br/semanario-oficial-no-2-630-campina-grande-01-a-05-de-julho-de-2019/

Dirp./CMCG

ESPECIAL: poeta das massas, políticos das multidões; relembre a trajetória de Ronaldo Cunha Lima

Este domingo, 07 de julho, marca o sétimo aniversário da morte do ex-prefeito, ex-senador e ex-governador Ronaldo da Cunha Lima, ocorrida em 2012. O blog republica reportagem levada “ao ar” após a morte do “poeta”, como gostava de ser chamado.

Ronaldo José da Cunha Lima nasceu na cidade de Guarabira, em 18 de março de 1936, mas, ainda jovem veio com a família para Campina Grande. Com a morte do pai, Demóstenes, para ajudar a mãe, dona Nenzinha, no sustento da casa e para custear os estudos, vendeu jornais, foi garçom e trabalhou em cartório. Formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba, mas, desde cedo a vocação para a política passou a marcar sua trajetória.

Fez parte do Centro Estudantal Campinense, um verdadeiro celeiro de líderes políticos, sendo, inclusive, vice-presidente da entidade. Disputou sua primeira eleição em 1959, com 23 anos, elegendo-se vereador pelo PTB, com 952 votos. Três anos depois (1962), foi eleito deputado estadual, somando 3.796 sufrágios, dos quais 2.057 oriundos de das urnas de Campina Grande. Em 1968, aos 32 anos, chegaria à prefeitura de Campina Grande, uma história interrompida.

A partir de 31 de março de 1964 o Brasil passou a ser comandado pelo regime militar, que logo iniciou uma caça às bruxas, que acabou atingindo Campina Grande, com o afastamento do prefeito Newton Rique, que, além de perder o mandato conquistado no ano anterior, teve os direitos políticos cassados por dez anos. Amigo de Rique, Ronaldo certamente não imaginava que, cinco anos depois, enfrentaria o mesmo destino. Mesmo sem ser o mais votado para a prefeitura em 1968, Cunha Lima venceu, beneficiando-se da nova legislação, outorgada pelos militares, que instituiu o sistema da sublegenda.

As eleições aconteceram em 15 de novembro. Na votação direta, Severino Cabral, da Arena I, teve mais sufrágios: 17.568. A Arena II, com Plínio Lemos, que poderia ter balançado a disputa em favor de Cabral, teve pífios 635 votos. E a Arena III, de Stênio Lopes, obteve 241 sufrágios. Na soma, a Arena, onde praticamente só o “Pé de Chumbo” teve votos, totalizou 18.444 sufrágios. Com isso, o partido ficou atrás do MDB, que somou 22.156 votos: 13.429 de Ronaldo Cunha Lima, 312 de Osmar Aquino e 8.415 de Vital do Rêgo. Candidato mais votado do partido que obteve a maior votação, Ronaldo elegeu-se. Venceu de acordo com as regras do jogo.

Mas, se a norma casuística da ditadura ajudou a vencer, o arbítrio acabaria levando a uma virada de mesa. Ronaldo e seu vice, Orlando Almeida, tomaram posse no dia 31 de janeiro de 1969. Menos de dois meses depois, em 14 de março, por efeito do famigerado Ato Institucional Número 05, decretado no dia anterior, assim como acontecera com Newton Rique, Ronaldo também teve o mandato cassado, com suspensão dos direitos políticos por dez anos.

Seu vice assumiu, mas também acabou afastado, ficando Campina nas mãos de um interventor, Manoel Paz de Lima.Assim como fizera Rique, Ronaldo também deixou Campina Grande. Mas, ao contrário do amigo rico, penou para sustentar a prole de quatro filhos fora da Rainha da Borborema, ainda mais com direitos políticos suspensos – o que o impediu de assumir um cargo público.

Foi, inicialmente, para São Paulo e, em seguida, para o Rio de Janeiro, exercendo a advocacia. Nunca desligou-se, todavia, de Campina Grande. Segundo relato do filho, o hoje senador Cássio Cunha Lima, acompanhava os acontecimentos da cidade através das páginas do agora extinto Diário da Borborema. Até que, nos estertores do regime militar, após a anistia, regressou a Paraíba e voltou a disputar a prefeitura.

Em 1982, retorno triunfal nos braços do povo

Convocado por amigos para voltar às disputas políticas, Ronaldo deixa o Rio de Janeiro, em 1982, e retorna à Rainha da Borborema, na volta triunfal, eterniza os versos de uma quadrinha: “Volto à minha Campina / No templo e no Evangelho! / E ao entrar nesta cidade / Afoguei minhas saudades / Nas águas do Açude Velho”. Nessa nova disputa pela prefeitura, Cunha Lima não precisou se valer, como em 1968, da sublegenda para reconquistar a prefeitura. O sistema era o mesmo, mas o bipartidarismo havia sido rompido.

Indiferente a esses aspectos, Ronaldo atropelou todos os adversários, e venceu com larga vantagem. Candidato pelo PMDB I, ele somou 40.679 votos, o equivalente a 56,33%. Vital do Rêgo (PSD I) obteve 28.625 sufrágios, ou 39,64%. A votação dos demais candidatos foi minúscula. Passados treze anos desde a cassação pelo regime militar, Ronaldo voltava ao cargo que lhe fora usurpado pelo arbítrio.

Cumpriu mandato de seis anos. Em 1986, elegeu Cássio, então com 23 anos, deputado federal constituinte. E, beneficiando-se pelas disposições transitórias da nova Carta Magna, fez do jovem deputado seu sucessor no comando do executivo municipal, vencendo na disputa o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro. O jingle da campanha de Cássio expressava o sentimento e a estratégia de marketing daquele momento: “Plantar o grão / Pra colher o milho / Depois do pai / Sempre vem o filho / Continuar por amor é a sina / Francisco Lira, Cássio Cunha Lima”.

O sucesso em 1982, coroado com a vitória do filho em 1988 e o poderio do PMDB estadual, somados, pavimentaram o caminho para a corrida pelo Palácio da Redenção, em 1990. Seria a primeira eleição para governador a ser decidida no segundo turno. E a nova regra permitiu que Ronaldo Cunha Lima derrotasse o ex-governador Wilson Braga (PDT), que venceu o primeiro turno, com 498.763 votos, contra 462.562 do peemedebista.

Também estiveram no primeiro tempo da refrega outros candidatos: João Agripino (PDS) – 137.487 sufrágios; Genival Veloso de França – 44.719; Juracy Palhano – 6.494. No segundo turno, Cunha Lima reverteu a vantagem de Wilson Braga, vencendo com ampla vantagem: 704.375 sufrágios a 571.802 (diferença de mais de 132 mil votos).

No balanço entre as duas principais cidades do Estado, enquanto em João Pessoa a diferença pró-Braga caiu para menos de 24 mil sufrágios, em Campina Grande Ronaldo ampliou sua margem para quase 85 mil votos.Ficou no Palácio da Redenção de 15 de março de 1991 a 02 de abril de 1994, quando renunciou ao mandato, entregando o cargo ao vice-governador, Cícero Lucena, para se eleger senador.

Em 1993, “refém das emoções”, atenta contra Burity

Por volta das 14h30 do dia 05 de novembro de 1993, Ronaldo Cunha Lima, então governador da Paraíba, entrou no requintado restaurante Gulliver, em João Pessoa, portando um revólver Smith & Wesson calibre 38. A intenção era matar seu antecessor no Governo do Estado, Tarcísio de Miranda Burity.

A história que antecede ao atentado é controversa. Ronaldo afirmou, após o crime, que vinha recebendo ameaças da parte de Burity, que, além disso, estaria – ainda segundo Ronaldo – difamando seu filho, Cássio Cunha Lima, então superintendente da Sudene. A vítima, no entanto, negou até a morte, veementemente, que jamais tenha feito qualquer ataque pessoal ao à época governador e seu filho, e muito menos ameaças de qualquer tipo.

No Gulliver, um dos disparos efetuados por Ronaldo atingiu a boca do seu adversário, que só não recebeu outros tiros porque o governador foi contido pelo ex-deputado Manuel Gaudêncio. Burity sobreviveu. Ronaldo, preso pela Polícia Federal a caminho de Campina Grande, foi solto horas depois, beneficiado por um hábeas corpus. Voltou ao governo três semanas depois.

Ao reassumir o mandato, argumentou, em nota publicada na primeira página de A União: “O destino, em recente instante da minha vida, inesperado e desesperado, me fez prisioneiro dos meus sentimentos e refém de minhas emoções. Emoções e reações legítimas do homem. Emoções e sentimentos próprios do pai. Entrego-me, por isso, ao julgamento do meu tempo, em que os homens públicos não se pertencem, nem no acerto dos seus gestos nem nos desvios dos seus equívocos”.

Apesar de toda a repercussão do crime, no ano seguinte, 1994, Ronaldo renunciou ao mandato de governador para ser candidato ao Senado, elegendo-se como o mais votado, somando 517.833 votos. Desse total, 79.989 sufrágios foram em Campina Grande (41,43% dos votos válidos na cidade). 1998 – No Campestre, um discurso divide a Paraíba

Ronaldo Cunha Lima, em 18 de março de 1998, completou 62 anos. Uma grande festa, convergindo as agendas da cúpula peemedebista, foi organizada para três dias depois, 21 de março. Naquela noite, houve farto foguetório no Campestre, principalmente quando da chegada, em momentos diferentes, de José Maranhão, feito governador após a morte de Antônio Mariz, e de Ronaldo. Coube ao aniversariante o último discurso da noite.

Mostrando-se irritado porque teria havido mais fogos para o governador que para si, o festejado do evento, Ronaldo detonou um discurso em que recomendava a Maranhão controlar seus assessores, os quais classificou como “bajuladores”. Recomendou que cuidasse bem do Estado e avisou que, do contrário, poderia “tomar a Paraíba dos seus braços”.

Todavia, se o foguetório foi o estopim da bomba que ecoou naquela noite sobre toda a Paraíba, o explosivo estava sendo preparado há meses, num desentendimento crescente entre os dois líderes peemedebistas. Até aquela noite, o senador Humberto Lucena havia conseguido apaziguar os ânimos, custosamente conseguindo evitar o rompimento iminente. Na noite de 21 de março, entretanto, Humberto estava fora de cena, internado desde fevereiro no Instituto do Coração, em São Paulo, onde morreria.

Desde aquela noite de março, o processo eleitoral do Estado, destacadamente a corrida pelo Palácio da Redenção, passou a figurar como reedição da disputa extravasada naquele 21 de março. Ronaldo e Maranhão se enfrentaram na convenção do PMDB que definiria o candidato a governador do partido. Num processo cercado de acusações e polêmicas, José Maranhão venceu.

No ano seguinte, num fim de noite de 29 de abril de 1999, o então senador, à época com 63 anos, sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico quando estava em Brasília. Apesar da gravidade do problema, Ronaldo sobreviveu, mas com seqüelas que acabaram levando à gradual diminuição da sua atuação política pública.

Eleição, reeleição e renúncia

Com a diminuição da sua atuação política e para acomodar uma aliança com o PFL em favor da candidatura de Cássio Cunha Lima ao Governo do Estado, no ano de 2002 Ronaldo não disputou a natural reeleição para o Senado. Já no PSDB, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados e se elegeu com a segunda maior votação, 95.537 sufrágios (40.942 deles em Campina Grande). Quatro anos depois, em 2006, se reelegeu, somando 124.192 sufrágios, a sétima maior votação na Paraíba (27.643 votos em Campina Grande).

Passado um ano, Ronaldo Cunha Lima teve um gesto polêmico. No início da tarde de 31 de outubro de 2007, através de carta entregue à presidência da sessão legislativa, o deputado renunciava ao mandato. Foi uma manobra para escapar do julgamento do atentado contra Tarcísio de Miranda Burity, que aconteceria cinco dias depois, em 05 de novembro de 2007 – curiosamente no dia em que o crime do Gulliver completaria quatorze anos.

Ronaldo, entretanto, apresentava outra alegação para o gesto, garantindo que queria ser julgado pelo povo, como homem comum, como pode ser visto no texto curto do documento. “Sr. Presidente, nesta data e por este instrumento, em caráter irrevogável e irretratável, renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui. Requeiro a leitura em plenário desta renúncia, a respectiva publicação e a comunicação dela a S.Exa, a presidenta do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie”.

A manobra enfureceu o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo contra o deputado. “Esse homem manobrou e usou de todas as chicanas processuais por 14 anos para fugir do julgamento. O ato dele é um escárnio para com a Justiça brasileira em geral e para com o Supremo em particular. Ele tem direito de renunciar, mas é evidente a segunda intenção. O que ele fez foi impedir que a Justiça funcionasse”, declarou Joaquim Barbosa, à época.

A alma de poeta e a poesia da cidade

Ex-vereador, ex-deputado, ex-prefeito, ex-governador e ex-senador, Ronaldo Cunha Lima sempre gostou de ser tratado por um título bem mais singelo: poeta. É assim que os próprios filhos o chamavam. Tem diversos livros publicados e sua obra transita entre o estilo clássico, preponderante, marcadamente romântico, ao popular típico do Nordeste. Essa veia, inclusive, sempre esteve presente em suas ações como gestor público. Quando governador, fez imprimir na contracapa dos livros distribuídos nas escolas públicas duas quadrinhas:

No livro que você lê

Se aprender bem direitinho

Cada página é um caminho

Que se abre pra você

Se for muito bem usado

O livro que a escola deu

De certo, será usado

Por outro colega seu

Responsável pela construção da marca “Maior São João do Mundo”, ao inaugurar o Parque do Povo, em 1986, fez constar, na placa inaugural, removida pela atual gestão, mais uma quadra:

Que este meu gesto marque

O nascer de um tempo novo

O povo pediu o parque

Eu fiz o Parque do Povo

O mesmo fez na inauguração da Praça da Bandeira, em 1984:

Eu agradeço ao destino

Por me conceder a graça

De ter construído a praça

Que sonhei desde menino

Outra paixão de Ronaldo Cunha Lima era o poeta Augusto dos Anjos. Dominando a história e a obra do autor de “Eu”, Ronaldo participou do programa “Sem Limites”, na extinta TV Manchete. Durante semanas, encantou o apresentador e o público respondendo todas as perguntas sobre Augusto dos Anjos, algumas vezes com versos improvisados, e venceu o programa.

A construção da própria história

Nas urnas, Ronaldo Cunha Lima jamais conheceu derrota. Amargou a cassação pelo regime militar, o revés na convenção peemedebista de 98 e a cassação do filho pela Justiça, em 2009 – talvez sua maior tristeza. Mas, malquisto por alguns e adorado por muitos, sempre foi agraciado pelo concurso do apoio popular. Encontrou em Campina Grande seu porto seguro, seu lugar forte. Vai entrar para a história como um dos principais entre os maiores líderes políticos de toda a história da Paraíba. Com todas as marcas que caracterizam os grandes líderes, inclusive as contradições.

Não fugiu à tradição de oligarquismo que marca os grandes nomes da política paraibana e, em seu meio, soube impor sua vontade. Mas, de qualquer forma, nesse jogo da real democracia brasileira, sempre recebeu a chancela popular – e, nesse sistema, o povo é o maior juiz. Foi um homem do seu tempo. No entanto, conseguiu ser, ao mesmo tempo, um intelectual respeitado nos altos círculos e um gênio popular, transitando, poética, política e humanamente entre nobres e plebeus com igual desenvoltura, com a mesma identificação.

O julgamento da História, que inevitavelmente perscruta todos os homens públicos, de todos os tempos, precisará analisar Ronaldo Cunha Lima pelos inúmeros aspectos, tantas vezes controversos, que marcam a sua personalidade. Sem o ardor messiânico dos apaixonados nem a má vontade inexorável dos críticos, não será um trabalho simples, porque Ronaldo nem de longe foi uma figura simplória, ao contrário de tantos homens públicos.

Aliás, essa é uma das marcas de Ronaldo que não podem ser negadas: ele não foi político por acaso, ele não foi um grande líder por acidente de percurso, ele jamais foi uma personalidade irrelevante no cenário paraibano, nem no seu alvorecer político, nem no seu ocaso. Sem padrinhos poderosos, sem berço de ouro, Ronaldo Cunha Lima tornou-se o patriarca de uma família hoje de elite na política estadual.

Ele escreveu, com versos e brilho totalmente seus, com acertos e desacertos tipicamente humanos, sua própria história, a poesia tipicamente humana da sua própria existência.

BLOG DO LENILDO FERREIRA

Polícia prende mais três foragidos da justiça no Parque do Povo

A noite de quinta-feira (4) foi movimentada na área policial no Parque do Povo em Campina Grande. Mais três foragidos do sistema penitenciário foram recapturados pela Polícia Militar a partir da biometria facial. A informação é do comandante do CPR1, coronel Arilson Valério. Ao todo, nove fugitivos foram recapturados durante o Maior São João do Mundo. A festa teve início dia sete de junho e segue até o próximo domingo (7).

O sistema de biometria facial foi implementado esse ano no evento. Quinze câmeras estão instaladas nas entradas do Quartel General do Forró e a partir do cruzamento das imagens com um software da Polícia Civil é possível identificar os fugitivos. É um trabalho integrado das forças de segurança.

Polícia investiga agulhadas no centro de Campina Grande

Um ano após os casos das agulhadas no São João de Campina Grande, duas mulheres afirmam que foram furadas na tarde da quinta-feira (4), no Centro da cidade. Os casos aconteceram na Praça da Bandeira e o outro próximo a uma agência bancária. Ambas as vítimas prestaram queixa na Central de Polícia e foram atendidas pelo Hospital de Trauma de Campina Grande.

Em depoimento, a estudante de 25 anos disse ter sido furada no braço direto e logo depois viu uma mulher correndo, mas não conseguiu identificá-la. Minutos depois, ainda no Centro, outra mulher relatou ter sentido ferida nas costas. Os relatos serão investigados pela Polícia Civil e imagens de circuito da região deverão ser solicitadas.

Durante o São João de 2018 foram contabilizados 61 casos de agulhadas, mas apenas duas denúncias formalizadas na delegacia. Foram apreendidas seringas e uma lâmina em uma rua próxima ao Parque do Povo, mas de acordo com o Instituto de Polícia Científica (IPC), o material não era sangue humano.

OP9

“PM está sendo usada para fazer escolta de transporte de valores”, denuncia deputado

O deputado estadual Walber Virgulino (Patriotas) está fazendo uma grave denúncia contra o Governo do Estado. Segundo ele, a Polícia Militar está sendo utilizada para fazer a escolta de carros fortes de empresas privadas que fazem transporte de valores na Paraíba. O deputado disse ter vídeos que comprovam o uso indevido da estrutura pública nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e São Bento, no Sertão.

 “Isso vem acontecendo constantemente. O ex-governador Ricardo Coutinho falou várias vezes na mídia que o Estado não tinha obrigação de guardar o patrimônio privado. Não era obrigado usar policiais para reprimir ataques a bancos e agora a gente está vendo a PM constantemente fazendo escolta de carros fortes. Então o governo tem um discurso e na prática é outro”, disse o parlamentar.

Perseguição

Segundo Walber Virgulino, os policiais que estão denunciando o caso estão sendo perseguidos dentro da corporação. “Na polícia hoje quem ocupa os mais altos cargos é puxa saco. A PM faz o que quer. É a inversão de valores. O bom profissional é punido, quando o puxa saco ocupa altos cargos quando não tem condições de engraxar um coturno sequer do bom policial”, completou.

Médicos da FAP só voltam ao trabalho após afastamento de auditora

Desde a última segunda-feira, 15 médicos do hospital da FAP cruzaram os braços e durante esse período entre 20 e 30 cirurgias eletivas de pacientes com câncer deixaram de ser feitas. Eles alegam que A.I.H’s (Autorizações de Internações Hospitalares), que são códigos de procedimentos cirúrgicos, estariam sendo alteradas por uma auditora para que os profissionais recebessem menos do que deveria. Nessa quinta-feira (4), uma audiência de conciliação foi realizada na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Campina Grande e os profissionais colocaram como ponto determinante para voltar ao trabalho o afastamento da profissional, que já está sendo investigada mediante a abertura de uma sindicância da Secretaria Municipal de Saúde. Resultado: a FAP vai fazer a solicitação formal nesta sexta (5) e só na próxima segunda-feira (8) os médicos devem voltar a realizar procedimentos cirúrgicos.

A reunião de conciliação foi convocada pelo CRM, que esteve representado pelo vice-presidente, Antônio Henriques. Ele queria que os médicos voltassem a atender a população de imediato, porém se deu por satisfeito ao término do encontro após a decisão “menos agressiva” à população com câncer que é atendida na unidade.

A alegação dos médicos é de que, pelo menos nos últimos dois anos, estariam sendo lesados a partir do pagamento de valores inferiores ao que estaria previsto para cada procedimento. Por exemplo, um médico apresentou uma planilha informando que teria recebido menos de R$10 por uma cirurgia de câncer de pele. Outro caso é de um procedimento de R$ 600 pelo qual teria sido pago algo em torno de R$100. Um total de 1.784 procedimentos estão sendo investigados.

Diante disso, a situação em relação a auditora ficou, segundo eles, insustentável porque houve “quebra de confiança”. A antipatia foi tamanha que eles recusaram até mesmo indicar um auditor auxiliar durante o período em que a profissional é investigada. A ideia foi sugerida pela secretária de saúde, Luzia Pinto.

Sindicância

Uma sindicância foi aberta e caso comprovadas as irregularidades, a secretaria promete fazer um encontro de contas e pagar a diferença aos profissionais.

Polícia prende suspeitos de assassinato de motorista de Uber em CG

Três homens foram presos nos últimos dias em Campina Grande acusados de um duplo homicídio que aconteceu em outubro do ano passado e teve como uma das vítimas um motorista da Uber. Foram presos Luan de Sousa, o Mael, Diego Ferreira Xavier, o Diego do Lixo, e Bruno Ferreira Ramos, o Gaturão. O duplo homicídio registrado no bairro do Pedregal teve como vítimas Samuel Alves da Silva e Allan Nogueira, que era motorista por aplicativo. Eles foram mortos por disparos de arma de fogo após uma perseguição.

O alvo da ação criminosa era Samuel, que estaria envolvido em crimes patrimoniais em uma área que seria de domínio de outro grupo criminoso. A investigação ainda apontou que ele foi atraído para o bairro Pedregal.

As prisões temporárias foram expedidas pelo juízo do 2º Tribunal do Júri da Comarca de Campina Grande.

Câmara anuncia a convocação de 11 aprovados em concurso

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A Câmara Municipal de Campina Grande divulgou, nesta quarta (03), no Semanário Oficial do Município disponível no Portal Transparência, a convocação de 11 candidatos aprovados no Concurso Público – Edital nº 001/2018,
retificado pelos Editais nº 002/2018, 003/2018 e 004/2019.

Os convocados devem ficar atentos aos exames e documentos necessários para a posse. Para ver a lista de exames e documentos necessários, acesse o link https://www.camaracg.pb.gov.br/transparencia/concurso.

PF realiza operação contra desvios de cartões entregues pelos Correios na PB

Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada em João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (3). A Operação “Passando a Limpo” tem como intuito combater o desvio de cartões de crédito a serem entregues pelos Correios no Estado. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma residência no bairro do Bessa. A ordem foi expedida pela 16ª Vara Federal na capital.

Os suspeitos tinham acesso aos cartões de créditos que não eram entregues aos seus proprietários. Eles desviavam a encomenda e depois que o cartão era desbloqueado utilizavam para compras na internet e/ou lojas físicas.

O mandado de busca e apreensão aconteceu no endereço de um familiar de um funcionário dos Correios que era suspeito de ter envolvimento no esquema criminoso. Os investigados devem responder pelo crime de peculato e a pena pode chegar até 12 anos de prisão. O nome da operação é uma alusão ao ato de “passar” o cartão para a realização de compras.

OP9 PB

Abertas inscrições para CFO de Bombeiros na Paraíba

Estão abertas a partir desta quarta-feira (3) as inscrições para o Curso de Formações de Oficiais (CFO) 2020 do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba. A seleção é para 10 vagas para candidatos com ensino médio de escolaridade. A remuneração começa com R$ 2.924,89, no primeiro ano como cadete, e chega até R$ 7.253,26 para 2º tenente do Corpo de Bombeiros. As inscrições vão até 24 de julho, no site do Corpo de Bombeiros. A taxa de inscrição é de R$ 50.

Confira o edital do CFO 2020 do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba
Para concorrer, os interessados devem estar inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio 2019 (Enem 2019). Também existem outros requisitos, que estão disponíveis no edital. Entre as exigências estão a idade entre 18 e 32 anos no ano de 2020, a altura mínima de 1,65 m para homens e 1,60 m para mulheres e ser aprovado em todas as etapas do concurso.

O certame tem etapas complementares, que compreendem os exames psicológicos, de saúde e de aptidão física, e última etapa é a avaliação social. O concurso tem validade de um mês, a contar a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogados por igual período.

O CFO dos Bombeiros tem duração de três anos letivos, em tempo integral e regime de dedicação exclusiva, na Academia de Bombeiro Militar Aristarco Pessoa, em Mangabeira.

Isenção da taxa de inscrição

No CFO, doadores de sangue, que nos últimos doze meses realizarem três doações, doadores de medula óssea cadastrados na rede oficial e doadoras regulares de leite materno até um ano atrás, têm isenção da taxa de inscrição. Para isso, os candidatos e candidatas devem fazer uma solicitação, até 10 de julho, das 9h às 12h, no Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Paraíba, em João Pessoa.

Remuneração já no curso

O ingresso no CFO vai ser na graduação de praça especial, como cadete, nos três anos. Após a conclusão do curso, com aproveitamento, os concluintes são declarados aspirantes a oficial aos Bombeiros. Em seguida, deve ser feito um estágio probatório de, no mínimo, seis meses. Após a conclusão do estágio, os aspirantes são promovidos ao posto de 2º tenente BM.

A formação prepara o profissional para comandar e coordenar as ações de segurança pública, através de ações e operações de Bombeiro Militar, e ainda, comandar guarnições e operações de salvamento e combate à incêndios, executar ações de Defesa Civil, realizar vistorias técnicas em edificações e atividades de guarda vidas; gerenciar recursos humanos e logísticos, participar do planejamento de ações e operações de Bombeiro Militar, desenvolver estudos e pesquisas voltadas para a segurança de pessoas e bens e atuar em socorro de resgate e atendimento pré-hospitalar.

G1PB