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UPAS de CG realizam mais de 76 mil atendimentos no primeiro semestre

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As Unidades de Pronto Atendimento de Campina Grande (UPAs) realizaram juntas 77.549 atendimentos de janeiro a junho deste ano. A UPA do Alto Branco atendeu 41.136 pessoas e a unidade do Dinamérica realizou 36.413 atendimentos nos seis primeiros meses do ano.

A maioria dos casos continua sendo de pacientes com problemas clínicos, seguidos dos pacientes com problemas ortopédicos e dos atendimentos pediátricos. As duas unidades contam com setor de classificação de risco e a maioria dos casos é classificada como “verde”, o que significa que são pacientes com pouca gravidade.

Apesar disso, as duas UPAs são equipadas com alas vermelhas para casos graves. A inauguração da UPA Dinamérica, em 2017, ajudou a desafogar a UPA do Alto Branco e aumentou a capacidade de atendimento na cidade. Antes, a unidade realizava quase 60 mil procedimentos por semestre e, agora, realiza pouco mais de 40 mil. Somando as duas unidades, o número passa de 76 mil.

“Isto significa dizer que nós melhoramos a qualidade do atendimento porque é atendimento um número menor em cada unidade com o mesmo número de equipes e profissionais, o que favorece o atendimento humanizado. E, ao mesmo tempo, também aumentamos o número de pessoas atendidas com a abertura da nova UPA”, explicou a secretária municipal de Saúde, Luzia Pinto.

A UPA 24h Dr. Maia, do Alto Branco, é de porte III, tem três médicos em cada turno do dia, totalizando nove profissionais diariamente, sendo clínicos gerais, ortopedista e pediatra. São mais de 50 funcionários, 19 leitos da ala amarela, 5 da ala vermelha e 2 de isolamento, sala de classificação de risco, farmácia, sala de raio-x, sala de imobilização e sutura, laboratório e o serviço de telemedicina, para consultas especializadas e exames de eletrocardiograma.

A UPA 24h Adhemar Dantas, do Dinamérica, é de porte II, tem onze leitos de observação, três leitos de ala vermelha, e mais dois leitos extras para casos de urgência, tem sala para inalação e consultórios, 16 poltronas de medicação, sala de raio-x e eletrocardiograma. A unidade funciona com 3 médicos clínicos em cada turno.

CODECOM

Treze vence Globo e sobe na tabela da Série C

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O Treze conseguiu uma importante vitória neste domingo (28), por 1 a 0, sobre o Globo-RN, no Estádio Presidente Vargas, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C 2019. O gol do Alvinegro foi marcado pelo meia Marcelinho Paraíba, nos acréscimos.

Com a vitória, o Galo da Borborema chegou aos 12 pontos, e diminuiu para um ponto a diferença em relação ao Globo, primeiro time fora da zona de rebaixamento, em oitavo lugar, com 13 pontos.

PRÓXIMOS JOGOS

O Treze volta a campo no próximo domingo, 04 de agosto, quando enfrentará o Sampaio Corrêa-MA, às 18h, no Castelão, em São Luis (MA). O Globo-RN enfrenta o Náutico-PE no dia cinco, uma segunda-feira, às 20h, no Barretão, em Ceará-Mirim (RN).

PBESPORTES.NET
FOTO RAMON SMITH/TREZE

Treze vence Globo e sobe na tabela da Série C

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O Treze conseguiu uma importante vitória neste domingo (28), por 1 a 0, sobre o Globo-RN, no Estádio Presidente Vargas. A partida foi válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C 2019. O gol do Alvinegro foi marcado pelo meia Marcelinho Paraíba, nos acréscimos da etapa final. Com a vitória, o Galo deixa a “lanterna” do Grupo A, que agora é do ABC, chegando a 12 pontos.  O alvinegro diminuiu para um ponto a diferença em relação ao Globo, primeiro time fora da zona, em oitavo lugar, com 13 pontos.

O Treze volta a campo no próximo domingo, 04 de agosto, quando enfrentará o Sampaio Corrêa-MA, às 18h, no Castelão, em São Luis (MA). O Globo-RN enfrenta o Náutico-PE no dia cinco, segunda-feira, às 20h, no Barretão, em Ceará-Mirim (RN).

PBESPORTES.NET

Conta de energia elétrica terá cobrança extra em agosto; Entenda

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, ontem (26), que a bandeira tarifária para o mês de agosto será a vermelha, no patamar 1, onde há uma cobrança extra de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em julho, a cobrança foi da bandeira tarifária amarela, quando há um acréscimo de para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos.

De acordo com a agência, a medida foi tomada pela possibilidade de aumento no acionamento das usinas termelétricas, que têm custo de geração de energia mais alto. Também pesou na decisão, a diminuição do volume de chuvas, com a chegada da estação seca.

“Agosto é um mês típico da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios”, disse a Aneel.

De acordo com a Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

No dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. A bandeira amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos, a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2 passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos.

A bandeira verde não tem cobrança extra

Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

AGÊNCIA BRASIL
MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

DER rescinde contrato com empresa por atraso em obras de rodovias na PB

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O Conselho Executivo (CE) do Departamento de Estradas e Rodagem do Estado da Paraíba (DER-PB) autorizou a rescisão contratual entre o órgão e uma empresa responsável por duas obras em rodovias paraibanas, por atraso na execução e na conclusão do serviço. As informações estão no Diário Oficial do Estado dessa sexta-feira (26).

As que obras estavam sendo executadas na rodovia PB-034, trecho entre Alhandra e Caaporã, estavam previstas para serem concluídas em maio de 2019. Alegando dificuldades na execução dos serviços, a empresa solicitou ampliação de 120 dias no prazo, que foi concedida pelo DER-PB. Mesmo assim, o CE decidiu por rescindir o contrato.

Já o segundo contrato foi quebrado por não terem sido iniciadas as obras remanescentes do recapeamento na PB-025, na estrada que dá acesso ao município de Lucena. O contrato havia sido firmado em maio de 2019.

MAIS PB

MPF e CGU fazem alertas para PMCG adquirir merenda

Em atendimento à solicitação da Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Campina Grande (PB) representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) estiveram reunidos na noite dessa sexta-feira (26), na sede do MPF em Campina Grande, com integrantes da gestão municipal. Durante o encontro, os órgãos de controle, diante da situação emergencial exposta pela prefeitura e visando a continuidade do fornecimento da merenda nas escolas e creches do município, alertaram que existem mecanismos legais para que não haja interrupção, após a deflagração da Operação Famintos.

Ainda na reunião, os integrantes do MPF e CGU informaram que não se opõem à contratação emergencial, prevista em lei, para garantir merenda em escolas e creches pelo prazo de 90 dias. Nesta sexta-feira, de acordo com informações repassadas na reunião, foram suspensos todos os contratos vigentes relativos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) com as empresas alvo da operação, que fornecem merenda escolar na rede municipal de ensino de Campina Grande. O MPF e a CGU advertiram, ainda, sobre a necessidade de criação de órgão de controle interno municipal. Ressaltaram também a importância de serem observados os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência nos procedimentos licitatórios para contratação de empresas fornecedoras de merenda escolar, pontuando inclusive a imprescindibilidade da adequada pesquisa de preços nos termos da Resolução 18/2018 do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE). Por fim, destacaram a necessidade de boas práticas, entre as quais, a adoção do pregão eletrônico, ao invés de pregão presencial, por ser uma modalidade mais adequada, segundo entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ata da reunião

Segundo a procuradora do Ministério Público Federal, Acácia Suassuna, “a gestão da Prefeitura Municipal de Campina Grande dispõe de instrumentos legais para garantir a continuidade do fornecimento da merenda escolar”. Pontuou ainda que “a reunião tratou de duas questões centrais: a situação emergencial, trazida pela prefeitura, e o novo procedimento licitatório que deve ser realizado”. Em relação às novas licitações, a procuradora realçou a “necessidade da descrição clara e precisa do objeto do edital, com a pesquisa adequada de preços, conjugando não só as propostas, mas também os portais disponíveis de preços, considerada a realidade local, além da máxima publicidade”.

Já o superintendente da CGU na Paraíba, Gabriel Wright, deixou claro que o MPF e a CGU não emitiram recomendação, mas alertas no sentido de que a legislação seja efetivamente cumprida e que o fornecimento de merenda no município não seja prejudicado. “O edital da próxima licitação não pode ser omisso, devendo ser transparente, ter maior publicidade e clareza. Deve ter o objeto bem definido, possibilitando maior participação e competitividade, fato que não ocorreu no edital da última licitação envolvendo a contratação de empresas fornecedoras de merenda em Campina Grande”, enfatizou Wright.

Operação Famintos – A Operação Famintos, deflagrada na última quarta-feira (24), investiga esquema criminoso de fraudes em licitações e contratações em Campina Grande (PB), nos últimos sete anos, com pagamentos vinculados a verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Todos os 34 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal na Paraíba foram cumpridos em residências, empresas e órgãos públicos. Dos 14 mandados de prisão temporária, apenas um ainda não foi cumprido.

MPF

Investigados na “Operação Famintos”, Iolanda e Paulo são exonerados da PMCG

A secretária de Educação, Iolanda Barbosa, e o secretário de Administração, Paulo Roberto Diniz, foram exonerados dos cargos em Campina Grande na tarde dessa sexta-feira (26). A decisão é do prefeito Romero Rodrigues (PSD), que aceitou os pedidos dos secretários entregues por meio de cartas.

Iolanda Barbosa e Paulo Roberto Diniz são suspeitos de comandar o núcleo político do esquema que desviou mais de R$ 2,3 milhões dos recursos para compra de merenda escolar em Campina Grande. As supostas fraudes são investigadas na Operação Famintos, deflagrada na quarta-feira (24).

Em nota, Romero Rodrigues afirma que confia na inocência dos agora ex-secretários e que aceitou os pedidos de exoneração para que os dois se dediquem à defesa e permitam que o ritmo de trabalho na prefeitura continue.

No caso Secretaria de Educação, o prefeito de Campina Grande decidiu que a gestão vai ficar sob a responsabilidade interina do secretário-executivo Gildo Silveira, que terá como prioridade o apoio às medidas emergenciais para a manutenção no fornecimento da merenda escolar nas unidades de ensino e na finalização de medidas para fechamento da folha de pessoal do setor.

Em relação à Secretaria de Administração, Romero Rodrigues explicou que a indicação do nome que substituirá Paulo Roberto Diniz não vai demorar. Ele avalia alternativas que se encaixem no perfil do ex-secretário e acredita que essa solução terá rápido desfecho.

Afastamentos

A Justiça já tinha decidido pelo afastamento dos secretários por 180 dias. No caso de Iolanda Barbosa, ela também teve um mandado de prisão temporária expedido e está presa na Penitenciária Feminina de Campina Grande. Por ter ensino superior, a professora teve o direito concedido para ficar em uma cela especial, mas não há disponibilidade na cidade e ela está em uma cela comum, porém afastada das outras presas.

Operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. A investigação constatou que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

Além da merenda escolar, as contratações incluíam o fornecimento de material de higiene e de limpeza para outras áreas de governo (Saúde, Assistência Social, etc.). A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

G1PB

TRF concede prisão domiciliar para servidora investigada na “Operação Famintos”

Uma decisão do desembargador federal Rogério Abreu, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, determinou que a pregoeira da prefeitura de Campina Grande, Gabriella Coutinho Pontes, cumpra o restante dos dias da prisão temporária em casa, em prisão domiciliar. O pedido de prisão domiciliar foi impetrado pelo advogado Aécio Flávio Farias.

Gabriela Pontes é uma das investigadas durante a Operação Famintos, que apura supostos desvios na merenda escolar da cidade e fraudes em licitações públicas. Ela foi alvo de um mandado de prisão temporária, expedido pela 4ª Vara da Justiça Federal na Paraíba. Outras 13 pessoas também tiveram as prisões temporárias decretadas.

A Operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

Além da merenda escolar, as contratações incluíam o fornecimento de material de higiene e de limpeza para outras áreas de governo (Saúde, Assistência Social e outras áreas). A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

A Operação Famintos consiste no cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão temporária e sete de afastamento de cargo ou função pública nos municípios paraibanos de Campina Grande, João Pessoa e Massaranduba. O trabalho conta com a participação de nove auditores da CGU e cerca de 150 policiais federais.

BLOG PLENO PODER
FOTO NICOLAU DE CASTRO

Romero suspende contratos de merendas e reafirma apoio à “Operação Famintos”

Após ter retornado ontem à noite de São Paulo, o prefeito Romero Rodrigues definiu uma série de medidas importantes para a preservação da normalidade administrativa, principalmente em relação ao fornecimento da merenda escolar na rede municipal de ensino – escolas e creches – do Município. Além do mais, suspendeu todos os contratos vigentes relativos ao programa e está tornando mais rígido o controle sobre processos internos de compras e serviços na administração municipal.

O prefeito voltou a afirmar apoio a todas as investigações em curso promovidas pelos órgãos de controle externo, dentro da Operação Famintos, como já deixou claro em nota oficial da Prefeitura, entende da importância do funcionamento pleno das instituições, mas deixa claro que seu primeiro foco no momento é a garantia do controle administrativo das áreas mais afetadas.

“Exatamente por isso, estamos adotando medidas imediatas, as primeiras de uma série, com o objetivo de manter a normalidade no funcionamento da máquina, por obrigação institucional e respeito à população”, destacou Romero Rodrigues, que anunciou a designação de um grupo de auditores do quadro efetivo da Prefeitura para acompanhar de perto processos licitatórios na origem.

Ao mesmo tempo, o prefeito campinense já recomendou à equipe agilidade para que, em sintonia com o Ministério Público Federal, sejam adotadas medidas emergenciais para que o fornecimento da merenda escolar para mais de 160 unidades escolares e creches de Campina Grande não sofra um colapso já na próxima semana, levando em conta a limitação nos estoques.

Mais medidas

Ao longo do dia, Romero Rodrigues deverá anunciar outras medidas administrativas de curto, médio e longo prazos.

CODECOM

Secretária de Educação de CG se apresenta à PF após mandado de prisão

A secretária de Educação da Prefeitura de Campina Grande, Iolanda Barbosa, se apresentou na sede da Polícia Federal no município na manhã desta quinta-feira (25). Iolanda é investigada na operação Famintos, que foi deflagrada na quarta-feira (24) e apura fraudes em licitações, superfaturamento de contratos administrativo, corrupção e organização criminosa, relacionadas com a merenda escolar.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu o afastamento dela da pasta e a secretária teve um mandado de prisão temporária expedido, porém não foi cumprido na quarta-feira pois Iolanda estava em um evento em São Paulo.

Além de Iolanda, o MPF também pediu o afastamento do secretário de Administração da prefeitura de Campina Grande, Paulo Roberto Diniz. Ambos são suspeitos de fraude em licitação.

Na quarta-feira, a PF deflagrou duas operações simultâneas, com o objetivo de cumprir 17 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão em órgãos públicos, residências, escritórios e empresas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Massaranduba, Lagoa Seca, Serra Redonda, Monteiro e Zabelê. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região e pela Justiça Federal de Campina Grande.

Foi estipulado o bloqueio de bens e valores na ordem de R$ 13,5 milhões, como uma estimativa preliminar do dano causado pelas fraudes. A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Controladoria-Geral da União (CGU), e conta com a participação de 260 policiais federais e 16 auditores da CGU.

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Famintos tem o objetivo de desarticular um esquema criminoso de fraudes em licitações e contratações na cidade de Campina Grande, nos anos de 2013 até 2019, com pagamentos vinculados a verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A Operação Feudo também apura delitos relacionados a licitações fraudadas e contratações irregulares, mas no município de Monteiro, envolvendo empresas que fornecem merenda escolar.

O nome da operação Famintos é uma alusão à voracidade demonstrada pelos investigados em direcionar as contratações para o grupo criminoso. Já o nome Feudo remete ao vínculo familiar entre os integrantes do grupo criminoso atuante em Monteiro.

Operação Famintos
As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. A investigação constatou que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

Além da merenda escolar, as contratações incluíam o fornecimento de material de higiene e de limpeza para outras áreas de governo (Saúde, Assistência Social, etc.). A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

A Operação Famintos consiste no cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão temporária e sete de afastamento de cargo ou função pública nos municípios paraibanos de Campina Grande, João Pessoa e Massaranduba. O trabalho conta com a participação de nove auditores da CGU e cerca de 150 policiais federais.

Confira a lista dos alvos de prisão temporária na Operação Famintos
– Iolanda Barbosa da Silva – Secretária de Educação de Campina Grande;
– Helder Giuseppe Casulo de Araújo – pres. da Comissão Permanente de Licitação de Campina Grande;
– Gabriella Coutinho Gomes Pontes – pregoeira da prefeitura de Campina Grande;
– José Lucildo da Silva – servidor da prefeitura de Campina Grande;
– Arnóbio Joaquim Domingos da Silva – empresário;
– Flávio Souza Maia – empresário;
– Frederico de Brito Lira – empresário;
– Josivan Silva – empresário;
– Kátia Suenia Macedo Maia – empresário;
– Luiz Carlos Ferreira Brito Lira – empresário
– Marco Antonio Quirino da Silva – empresário;
– Renato Faustino da Silva – empresário;
– Rosildo de Lima Silva – empresário;
– Severino Roberto Maia de Miranda – empresário;

Prefeitura de Campina Grande
Em nota, a prefeitura Municipal de Campina Grande disse que está inteiramente à disposição das autoridades para prestar todas as informações solicitadas. Diz ainda que desde 2013 o processo de aquisição e distribuição de merenda escolar em Campina Grande cumpre todas as etapas de excelência administrativa, com fornecimento assegurado e de qualidade.

Operação Feudo
As investigações foram iniciadas a partir de levantamento da CGU, que verificou indícios de irregularidades em licitações na Prefeitura de Monteiro, mediante a contratação de empresas de um mesmo grupo familiar. Os valores empenhados, no período de 2015 a 2018, ultrapassaram R$ 93 milhões.

Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que o grupo, formado por sete empresas, vem atuando em crimes contra a administração pública em diversos municípios da Paraíba. O modus operandi inclui a constituição fraudulenta de empresas para participação em licitações, frustrando o caráter competitivo e/ou para utilização em montagem de procedimentos para justificar contratações sem licitação.

A CGU, em auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou que o grupo investigado foi beneficiado em licitações e contratos correspondentes ao montante de R$ 5 milhões, nos exercícios de 2017 e 2018.

A Operação Feudo consiste no cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária nos municípios paraibanos de Monteiro, Campina Grande, Serra Redonda e Zabelê. O trabalho conta com a participação de sete auditores da CGU e 110 policiais federais.

G1PB