A cada divulgação da programação do São João de Campina Grande, surgem questionamentos sobre os gastos com atrações e a destinação de recursos públicos. No entanto, o modelo atual da festa mudou significativamente nos últimos anos.
Até 2016, o evento era organizado integralmente pela prefeitura, com custos que chegavam a milhões de reais. Em 2017, na gestão do então prefeito Romero Rodrigues, foi adotado um modelo de parceria público-privada, no qual a gestão municipal passou a investir apenas uma parte, enquanto a empresa organizadora assumia o restante dos custos.
A partir de 2023, já na gestão de Bruno Cunha Lima, houve uma nova mudança: a prefeitura deixou de custear o evento e passou a receber pela cessão da marca e estrutura do São João. A empresa Arte Produções venceu a licitação e ficou responsável por toda a organização, incluindo atrações, estrutura e captação de patrocínios.
Nesse modelo, além de não arcar com os custos, o município ainda arrecada com a outorga paga pela empresa e com tributos, como o ISS sobre serviços comercializados durante o evento. Os recursos são utilizados para despesas operacionais, como limpeza e apoio logístico.
Além do aspecto financeiro direto, o São João tem forte impacto econômico. Em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 742 milhões, reforçando sua importância para a economia local.
Com informações do Blog do Gustavo Xavier



