A Polícia Civil da Paraíba concluiu, nesta terça-feira (1º), o inquérito do acidente ocorrido na Ladeira do Espinho, em Pilões, no qual um ônibus escolar vinculado à prefeitura do município tombou e deixou dois adolescentes mortos (Fátima Antonela, de 16 anos, e Gustavo Batista Belo da Silva, de 13 anos), além de 29 feridos no dia 1° de abril de 2025.
Ao programa Hora H, da Rádio POP FM, em João Pessoa, POP Cariri FM, em Campina Grande, e Rede Mais Rádios, o delegado Walter Brandão revelou que o veículo sofreu uma falha no sistema de freios que foi causada por um vazamento em uma mangueira de ar comprimido.
Segundo as investigações, a peça defeituosa, que custava apenas R$ 25, estava instalada no pneu dianteiro esquerdo do ônibus. O vazamento de ar comprimido comprometeu totalmente a eficácia do sistema de frenagem, sendo apontado como a principal causa do acidente.
“O vazamento de ar comprometia a eficácia do sistema de freio e ainda verificamos que aquele ônibus ele não se encontrava vistoriado pelo órgão competente de trânsito, então como se não bastasse todas essas falhas, o veículo continuava transitando e a prefeitura não disponibilizou nenhum servidor para fiscalizar a execução daquele serviço em um ônibus que encontrava com aquelas falhas, ressaltando que a mangueira onde se encontrava esse vazamento de acordo com o levantamento, custa 25 reais”, revelou o delegado Walter Brandão.
O dono da empresa proprietária do ônibus Adriano da Silva, o secretário de educação Fabiano Cassimiro e o diretor de transporte do município Francisco José Fernandes de Souza foram indiciados por duplo homicídio culposo no trânsito e por lesão corporal culposa.
A pena para homicídio culposo no trânsito pode chegar a 4 anos de prisão, enquanto a de lesão corporal culposa vai até 2 anos. A parte da investigação que envolve a prefeita de Pilões, Soraya Ferreira da Cunha, foi encaminhada ao Tribunal de Justiça da Paraíba, já que ela possui foro privilegiado.
Com informações do Cariri In Foco.


