Finalmente foi definido o nome do candidato a vice na chapa do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP). A escolhida foi Lígia Feliciano (União Brasil ). Lígia foi escolhida não por agregar mais, mas por dividir menos. O nome favorito, depois da negativa de Adriano Galdino (Republicanos), era o de Tenente Viviane (PSB). Ela chegou a se reunir nos últimos dias com o governador e apesar de não ter bases, pela trajetória nova na política, tem uma biografia fácil de manejar com o discurso da mãe atípica forjada nas entranhas da polícia militar do Estado da Paraíba.
Dito isto chegamos ao “X” da questão. Por qual razão a tenente não foi mandada para a missão? A resposta tem duas letras e se refere a um dos principais partidos políticos do Brasil: PT. O Partido dos Trabalhadores travou a candidatura de Tenente Viviane, ameaçando inclusive deixar a aliança – tendo como caminho mais natural a oposição na figura do candidato do MDB, Cícero Lucena.
A declaração recente vem da presidente estadual, deputada estadual Cida Ramos, e aconteceu horas antes do anúncio de Lucas por Lígia nas redes sociais. Disse Cida na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba “O primeiro compromisso com o PT é abraçar a candidatura de Lula. Ela é do PSB, tem o vice-presidente Alckmin, e ela dizer que não sabe quem vai apoiar, é difícil um posicionamento desse”, argumentou a deputada estadual junto a imprensa paraibana.
A tenente até disse que não votaria em Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência, mas também não confirmou o voto em Lula.
A figura militar – campo majoritariamente bolsonarista – e ainda sem uma declaração pública de apoio a Lula foi a gota d’água. A pressão chegou e a mudança no sentido de evitar divisões na situação chegou rapidamente. A missão da tenente vai ser mesmo tentar uma vaga na ALPB.



