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Auxílio Brasil vai subir para R$600 a partir de agosto

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A partir de agosto, as famílias participantes do Programa Auxílio Brasil receberão o benefício complementar de R$ 200, elevando para R$ 600 o valor até dezembro.

É o prevê a Portaria nº 797, publicada pelo Ministério da Cidadania no Diário Oficial da União de hoje (20).

Vale-gás
Além de garantir o valor adicional para o Auxílio Brasil, a portaria descreve o cálculo do valor de outro benefício: o vale-gás, que corresponderá “a um valor complementar na ordem de 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 quilogramas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), estabelecido pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos seis meses anteriores”.

A portaria, no entanto, estabelece um “adicional extraordinário” de igual valor. “Com isso, o Auxílio Gás, pago a cada dois meses, terá o valor de 100% de um botijão de gás para o público beneficiário e será repassado nos meses de agosto, outubro e dezembro”, informou o Ministério da Cidadania.

Com Agência Brasil

ELEIÇÕES 2022: Justiça multa pré-candidatos por propaganda antecipada na PB

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A pedido do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), a Justiça Eleitoral julgou procedente uma representação contra a deputada estadual e pré-candidata à reeleição Edjane Silva Alvino Panta, conhecida por Jane Panta (Progressistas), e contra o vereador de Bayeux, Luciano de Souza Cabral (PV), por divulgarem propaganda eleitoral antecipada em outdoors, o que é proibido pela legislação eleitoral.

Os candidatos não foram encontrados para se pronunciarem.

Conforme o documento, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-PB) apurou que a contratação de um dos outdoors foi feita pelo vereador Luciano Cabral, que afirmou compor, há muito tempo, o grupo político da pré-candidata.

A PRE-PB, no entanto, entendeu que “não é razoável acreditar que um cidadão qualquer providenciasse, às suas custas, por mera liberalidade e espírito cívico, a divulgação das ações da pré-candidata, utilizando-se de sua imagem sem qualquer autorização”, evidenciando que “foi um ato orquestrado dirigido a beneficiá-la”.

Após análise do caso, a Justiça Eleitoral estipulou uma multa de R$ 5 mil, para a deputada e para o vereador.

Pré-candidato ao Senado
O MP Eleitoral da Paraíba representou à Justiça Eleitoral um outro caso de propaganda antecipada na Paraíba. Trata-se do pré-candidato ao Senado, Bruno Roberto (PL), e do diretório estadual do Partido Liberal (PL).

Ao g1, o pré-candidato Bruno Roberto afirmou que a decisão é liminar e não enfrentou o mérito.

Na representação, o MP Eleitoral cita que houve a contratação de outdoor, custeada pelo Partido Liberal na Paraíba, cujo presidente estadual é o pai de Bruno Roberto, o deputado federal Wellington Roberto.

Conforme o órgão, a publicidade, com fotografia do pré-candidato, ao lado do presidente da República, foi afixada em local absolutamente estratégico de Campina Grande (na entrada do principal shopping da cidade), em um terreno pertencente à família do pré-candidato.

Em decisão liminar, a Justiça Eleitoral determinou a retirada do outdoor no prazo de 24 horas, sob pena de multa processual de R$ 10 mil. O MP Eleitoral já constatou, inclusive, que o outdoor foi removido.

De todo modo, o pré-candidato e o partido político estão sujeitos à aplicação da multa prevista na legislação eleitoral.

O que diz a Legislação
A prática de propaganda eleitoral por meio de outdoor é proibida nos termos dos artigos 36-A e 39, §8º, da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições), e dos artigos 3º-A e 26, da Resolução nº 23.610/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e sujeita o seu responsável e o beneficiário, quando comprovado o seu prévio conhecimento, ao pagamento de multa variável entre R$ 5 mil e R$ 15 mil.

Com G1 PB

Barragem apresenta crateras no entorno e preocupa moradores de município da PB

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A barragem Senador Humberto Lucena, localizada em Pirpirituba, no Agreste da Paraíba, está apresentando rachaduras e crateras em seu entorno, conforme registros dos moradores e da prefeitura da cidade. Em nota, nesta quarta-feira (20), a Aesa, que esteve no local no dia 17 de junho, informou que “não constatou nenhum risco para a segurança da barragem” e que reparos devem ser feitos nos próximos dias.

Ainda conforme a Aesa, uma equipe deve fazer a manutenção e fechar algumas erosões na barragem. O órgão estabeleceu o prazo de 15 dias para a conclusão do serviço e justificou que os ajustes ainda não foram feitos por conta da dificuldade no acesso ao local, causada pelas chuvas.

Em reportagem da TV Cabo Branco, exibida nesta quarta-feira (20), o secretário de Agricultura do município e chefe da Defesa Civil de Pirpirituba, Rinaldo Barbosa, afirmou que, após a visita, a Aesa pediu um tempo para elaboração de um laudo, mas o documento ainda não foi apresentado. Na ocasião, a barragem estava com 80% de sua capacidade, mas atualmente o nível está em 100%, o que preocupa ainda mais a gestão.

“Aconteceu novamente de ter deslizamento, e no momento a gente está impossibilitado de chegar ao local. (…) Pode ser que os danos tenham se agravado”, relatou.
O município de Pirpirituba conta com 10.590 habitantes, segundo o IBGE. Alguns deles moram na comunidade Baixa do Carro, que fica perto da barragem Senador Humberto Lucena. Em um possível rompimento, a área seria diretamente afetada.

Com G1 PB

Câmara de Campina Grande aprova projeto do novo piso dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias

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A Câmara Municipal de Campina Grande votou nesta quarta-feira (20) o projeto de lei que dispõe sobre a implementação do piso salarial para os profissionais que exercem atividades de agente comunitários de saúde e de agentes de combate às endemias.

A proposta adequa a legislação Municipal à emenda constitucional nº 120, de 05 de maio de 2022, que fixou em dois salários mínimos a remuneração base para as duas categorias.

Pelo projeto, o Município de Campina Grande não poderá efetuar pagamentos inferiores a R$ 2.424,00 (valor correspondente a dois salários mínimos atuais) para os agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

O presidente da Câmara, vereador Marinaldo Cardoso (REP), comemorou a aprovação da proposta, reforçando a valorização que o novo piso trará às duas categorias.

“Mais que justo! É o reconhecimento ao trabalho e à contribuição que esses profissionais dão à saúde pública de nossa cidade”, disse.

O projeto foi aprovado por unanimidade, em dois turnos, e já será implantado no contracheque dos trabalhadores pela prefeitura.

Relatório do TCE aponta falta de planejamento e fiscalização contra crimes ambientais na Paraíba

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Um relatório da Auditoria Temática do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, coordenada pelo Núcleo de Avaliação de Engenharia do TCE-PB (Nave), traçou um panorama hídrico da Paraíba. O relatório chama a atenção para falta de uma gestão de risco, ausência de fiscalização e repressão a crimes ambientais para conservação dos leitos dos rios e a preocupação com a obra de construção do canal de integração das vertentes litorâneas, que já está em andamento há mais de 10 anos. Conhecido como canal Acauã-Araçagi e considerada a maior obra hídrica no Estado, já recebeu investimento superior a R$ 1 bilhão e ainda não conseguiu cumprir com o objetivo para o qual foi planejado.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Fernando Catão, foi quem apresentou o relatório, que também examina as condições dos principais mananciais paraibanos. O estudo baseou-se em séries históricas, dados espaciais, grandes quantidades de imagens de satélite e achados de auditorias, decorrentes de inspeções realizadas pelos integrantes do Nave presencialmente, que tem a coordenação do auditor do controle externo, Julio Uchoa Cavalcanti.

O rio Paraíba foi novamente abordado no estudo, reforçando os impactos negativos pela extração de areia em seu leito e chamando a atenção para a ausência de políticas ambientais preventivas. Ao longo do seu curso, ficou evidente a falta de matas ciliares, que poderiam diminuir o assoreamento e mitigar perda do volume de água por evaporação e infiltração. A grande extensão do rio também dificulta a fiscalização das atividades de extração, carcinicultura, piscicultura e extração de areia que ocorrem em seu entorno.

Durante a inspeção presencial, um levantamento aerofotogramétrico onde estava sendo retirada a areia, mostrou que naquele dia o maquinário operava além dos limites permitidos para a extração de areia.

Para o conselheiro Fernando Catão, a atividade de exploração de areia no rio Paraíba deve ser objeto de rigorosa fiscalização, sob pena de agravamento da degradação da mata ciliar. Nas imagens de satélite, foi possível constatar a perda de vegetação naquele trecho do rio, após análise de imagens referentes aos períodos de junho de 2018 e junho de 2021.

O rio Paraíba é o rio mais importante do estado e responsável por conduzir as águas da transposição do São Francisco que chegam à Paraíba pelo Eixo Leste.

Achados da auditoria – A equipe de auditores visitou os eixos Leste e Norte da Transposição do Rio São Francisco nos trechos que cortam o território paraibano. No Eixo Leste, que chega pelo município de Monteiro, na região do Cariri paraibano, constatou-se junto ao portal de entrega das águas, o despejo de esgoto daquele município, proveniente de ligações clandestinas.

Já no Eixo Norte, no dia da visita técnica (30 de março deste ano), registrou-se que a comporta da barragem Caiçara estava fechada na altura da estrutura de descida rápida, não vertendo água, portanto, ao reservatório de Engenheiro Ávidos, que estava jorrando para o açude de São Gonçalo (no distrito de Sousa), normalmente em função das precipitações ocorridas no período. Nesse trecho a auditoria iniciou os trabalhos no desemboque do Túnel Cuncas II, que interliga o reservatório Boa Vista, em Pernambuco, ao reservatório Caiçara, no Alto Sertão da Paraíba.

Questão ambiental – Em função das condições de conservação dos leitos dos rios impactados e também em razão do lançamento de efluentes das cidades que os margeiam e não possuem tratamento de esgoto adequado, as questões ambientais mereceram destaque da auditoria temática. O lançamento de resíduos não tratadas, provenientes das atividades humanas, nos leitos dos rios provocam também questões de saúde pública e econômica, uma vez que serão gastos mais recursos para o tratamento da água captada.

Gestão de Risco – O relatório mostra também que o colapso do abastecimento de água das cidades de Solânea e Bananeiras, ocorrido no final do ano de 2021, não tiveram um gerenciamento de risco no tocante ao abastecimento destas duas cidades, mesmo com a baixa acumulação do reservatório que abastecia as duas cidades, que não resistiu a uma estiagem mais severa.

Transposição do São Francisco em Campina Grande – Nos achados da auditoria foram apresentados dados sobre os principais reservatórios estratégicos do estado, onde série histórica da última década revelou fatos como o quase colapso de abastecimento na cidade de Campina Grande, em julho de 2017. “Que só não se confirmou graças chegada das águas do Rio São Francisco no açude de Boqueirão”.

No início do estudo, foram apresentados os principais rios e bacias hidrográficas do estado, com destaque para os rios Piranhas e Paraíba, os escolhidos como condutores das águas da Transposição do Rio São Francisco no território paraibano.

Reservatórios – Segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba, a Paraíba possui mais de 30 mil cursos d’água em seu território, sendo que destes, aproximadamente 133 estão classificados como rios e 1.011 como riachos. Estado da Paraíba conta com 135 reservatórios públicos artificiais, destinados ao abastecimento d’água coletivo, cujo monitoramento é realizado pela Aesa.

O panorama mostrado pela auditoria do TCE revela diferentes realidades no estado, a exemplo da expressiva concentração de reservatórios em situação de normalidade ou sangrando na região da sub-bacia do Rio Piancó. Em contraste com a menor concentração de reservatórios na região do médio e baixo curso do rio Paraíba.

Também merece registro a grande concentração de reservatórios em situação crítica na bacia do rio Mamanguape, localizada na mesorregião do agreste paraibano. A capacidade total de acúmulo dos reservatórios monitorados pela Aesa é de aproximadamente 4 bilhões de metros cúbicos. Segundo dados de fevereiro de 2022, o volume armazenado é da ordem de 1,5 bilhão de metros cúbicos.

Apontando problemas ambientais e de infraestrutura da Transposição do Rio São Francisco, nos principais mananciais e nos sistemas de distribuição do Estado, o conselheiro Fernando Catão adiantou que o relatório será encaminhado a órgãos estaduais e federais para que tomem providências. Também será encaminhada cópia do relatório às instituições parceiras, como o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), UFCG, UFPB, Ministérios Públicos Estadual e Federal, entre outras,

A Paraíba tem uma população estimada de 4.069.768 (IBGE, 2022) e PIB de 67,89 bilhões (2019). Sua área de superfície é de 56.372 Km2 , a qual corresponde a 0,6% do território nacional e a 3,6% do Nordeste, sendo que em torno de 90% desse território está localizado na região semiárida nordestina ou na área denominada Polígono das Secas. Isso implica que 188 municípios dos 223 municípios paraibanos estão em áreas muito sensíveis à influência do clima e dos regimes pluviométricos.

Ex-prefeito é condenado a devolver R$90 mil aos cofres públicos por acúmulo de função

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O ex-prefeito de Mulungu, José Leonel de Moura, terá que apresentar justificativas ao Tribunal de Contas da Paraíba, em fase de recurso. Quando foi gestor do município acumulou os cargos de prefeito e Regente de Ensino no Estado. A 2ª Câmara do TCE, em sessão híbrida, nesta terça-feira (19), julgou irregular a acumulação e responsabilizou o ex-prefeito pela quantia de R$ 90 mil.

O processo de Inspeção Especial na Gestão de Pessoal (proc. nº 00680/13), sob a relatoria do conselheiro André Carlo Torres Pontes, constatou que José Leonel de Moura foi prefeito municipal de Mulungu entre os anos de 2009 e 2012. Ao assumir o mandato eletivo deveria se afastar do cargo efetivo de Regente de Ensino, mas continuou a perceber a remuneração sem contraprestação de serviços.

O Ministério Público de Contas emitiu parecer pela inconstitucionalidade do recebimento com base caput do artigo 37, inciso XVI, da Constituição Federal. “é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários”. Na decisão a Câmara aplicou multa de R$ 5 mil, com prazo de recolhimento e encaminhamento de peças do processo ao MP estadual para apuração de outras responsabilidades civis.

Dessa forma, a Carta Magna veda a percepção simultânea do subsídio decorrente do mandato eletivo com a remuneração de cargos públicos, pois o agente político (Prefeito ou Vice-Prefeito), quando eleito, deve licenciar-se do cargo público anteriormente exercido e fazer a opção pela remuneração do cargo público ou do mandato eletivo.

O servidor efetivo que assume cargo eletivo está impedido de exercer as duas funções e, consequentemente, não pode perceber as duas remunerações. A Constituição Federal contempla uma única exceção: o exercício concomitante de cargo efetivo e de cargo eletivo de vereador, se existir, obviamente, compatibilidade de horários, estando autorizada, nessa hipótese, a percepção simultânea das duas remunerações.

A 2ª Câmara do TCE realizou sua 3084ª sessão ordinária de forma híbrida para apreciar uma pauta de julgamentos com 47 processos. Estiveram presentes os conselheiros André Carlo Torres Pontes (presidente), Arnóbio Alves Viana, Antônio Nominando Diniz (convocado) e Oscar Mamede Santiago Melo (substituto). Pelo Ministério Público de Contas atuou o procurador Manoel Antônio dos Santos.

Margarida Maria Alves pode ser a primeira santa paraibana; Nome de líder sindical está em estudo de igreja ortodoxa

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Em pouco mais de um ano, precisamente no dia 12 de agosto de 2023, a Paraíba poderá ter a sua primeira santa. O nome da líder sindical Margarida Maria Alves está em processo de conclusão de estudo pela Igreja Ortodoxa Autônoma Greco Brasileira de Campina Grande, para ser canonizada. Após isso, seu ícone será erigido oficialmente e ela terá sua oração própria, sendo considerada santa por suas benfeitorias. A sindicalista foi assassinada em 1983 na sua cidade natal, Alagoa Grande, Brejo paraibano, na presença do marido e do filho, com um disparo de espingarda no rosto. Margarida marcou sua época por lutar contra a violência no campo, pelo fim da exploração dos camponeses e também por defender a reforma agrária.

A canonização deverá ocorrer na data em que ela foi morta. O processo se iniciou na Igreja Ortodoxa Autônoma Greco Brasileira de Campina Grande, e está sendo conduzido pelo bispo ortodoxo Vladyka Patrivius Maxiumas. O procedimento para torna-la santa foi iniciado em 2020, quando a igreja ortodoxa deliberou à Comissão de Causa dos Santos que investigasse possíveis nomes de brasileiros que pudessem ser canonizados.

“O processo na igreja ortodoxa acontece de forma diferente do que se dá na igreja católica romana. Ele surge na própria comunidade, debatendo assuntos da realidade brasileira e daqui da Paraíba. Dessa forma, me pediram, em ofício, uma lista de candidatos para que se pudesse analisar cada caso, e fosse evidenciado uma espécie de beatificação, para depois abrir o processo de canonização”, explicou Vladyka Patrivius.

A Comissão recebeu uma lista com vários nomes de personalidades, desde o império colonial até os dias de hoje. Porém, o que mais chamou a atenção foi o de Margarida Maria Alves. “Dessa forma, foi aberto um processo para buscar informações sobre a sua vida, estudos sobre sua personalidade e tudo a respeito da biografia”, relatou.

Após colher todas essas informações, em 2020, Arcebispo Metropolitano da Igreja Ortodoxa Autônoma Greco Brasileira, Dom Charbel Sawwa Auxentios Zacharias, ortogou e autorizou que fosse feita a beatificação da sindicalista. “Resta o processo final de canonização de Margarida Alves, e 80% dos membros já aprovaram o texto final”, relatou, acrescentando que ele será encaminhado ao Sínodo, que é a maior autoridade na Igreja Ortodoxa, integrado por todos os patriarcas que a lideram.

A escolha de Margarida Maria Alves para ser santa pela igreja ortodoxa, conforme explicou, deve-se ao fato dela ter sido uma pessoa de fé e que não mediu esforços para fazer o bem ao próximo, em suas atividades no dia a dia e dentro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, onde defendeu o direito e a vida de centenas de pessoas que se sentiam intimidadas por fazendeiros da região.

Religião fazia parte da luta
Margarida Maria Alves era declaradamente católica apostólica romana, inclusive foi membro da Comissão Pastoral da Terra, estava frequentemente nas missas, e teve em um padre, um incentivador para que ela fosse candidata a presidente do Sindicato. “Não importa pra gente se ela foi católica, não é um fator principal. Aliás, isso é bom, por ela ter um vínculo com a religiosidade. O que nos importa é que ela se orientou por sua fé e a colocou a serviço de todos. A experiência que ela tomou em vida, pra nós da pra igreja ortodoxa, é um avanço uma aproximação com a cultura, com a espiritualidade e um exemplo pra muitos”, declarou.

Para chegar a ter essa indicação, a igreja ortoxa está levando em consideração as virtudes de Margarida, que segundo seus representantes, são dignas do reino de Deus, contidas na prática do evangelho, como a preocupação com o próximo, e o enfrentamento aos poderosos em detrimento a pessoas humildes. “Ela apresentou em vida virtudes de amor e fraternidade, não colocou em divergência a fé católica e apostólica, e mesmo lutando contra poderosos, não usou a violência”, pontuou.

O bispo revelou que esse fato de Margarida Maria Alves não ter usado métodos violentos para defender o que acreditava e defendia para o seu povo, lhe garantem fortes atributos para ser canonizada e é um mártir. Outros nomes também poderiam chegar a essa indicação, “mas não se encaixavam, pois usaram a violência, e isso pra nós não é motivo de canonização. Ao contrário dela, que era pacífica. Chegou a sentir indignação, mas nunca violência”.

Jornada diária e carteira assinada eram a principal bandeira de luta
Margarida Maria nasceu em Alagoa Grande, e foi a primeira mulher presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade.

Sua luta foi em defesa dos direitos dos trabalhadores sem terra para que eles tivessem registro em carteira de trabalho, jornada diária de trabalho de oito horas, décimo terceiro salário, férias e demais direitos.

Após eleita para o Sindicato, ela exerceu a gestão por 12 anos e moveu mais de 600 ações trabalhistas. Margarida foi assassinada por um pistoleiro, em 1983, na frente de sua casa, onde estava com o marido e do seu filho.

O crime que teve repercussão internacional com denúncia encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), no entanto, não teve nenhum acusado responsabilizado pela morte da sindicalista.

O nome e história de luta sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira, de Alagoa Grande, foram inspiração para a “Marcha das Margaridas”, manifestação realizada desde 2000 por mulheres trabalhadoras rurais do Brasil.

Com A União

Jumento está ameaçado de extinção, aponta levantamento do Ministério da Agricultura; Entenda motivos

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A raça brasileira dos jumentos, também conhecida como “jumento pêga”, corre risco de extinção em decorrência do abate acelerado com o objetivo de exportação do couro do animal, itens que possuem alta demanda no mercado exterior. De 2019 até 2021, o volume de abates de equídeos no Brasil cresceu em 200% e esse percentual é ainda maior se comparado os períodos de 2010 a 2014 com 2015 a 2019, onde o crescimento registrado foi de 8.000%. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O risco de extinção tem sido pauta recorrente dos ambientalistas e a discussão chamou atenção, inclusive, da Câmara dos Deputados, que no final do mês passado iluminou a casa com o tom laranja em prol da preservação desses animais.

Esses animais, classificados como do tipo asinino, compondo o grupo dos equídeos, a família equiade e o gênero equus, possuem grande importância para o país, principalmente para a região Nordeste. O jumento é considerado um animal resistente, sendo muito utilizado para transporte de carga e pessoas, além de que, no Brasil, a raça é adaptada às condições como o clima árido e seco – ou temperaturas mais frias, como as da região Sul do país.

Conforme informações disponibilizadas pelo Mapa, o abate de animais como os jumentos é realizado, no país, após estes chegarem aos abatedouros regularizados com a Guia de Trânsito Animal, que atesta o controle de saúde animal. “Essa guia é emitida pela Secretaria de Estado da Agricultura de origem dos animais. A partir da chegada, a empresa faz uma verificação da origem e das condições de transporte e o auditor fiscal federal agropecuário, médico veterinário, realiza os procedimentos de inspeção antes e post mortem desses animais”, explicou o Ministério.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2011 e 2017 essa população animal teve queda de quase 40%. Em 2019, o número de equídeos – jumentos, cavalos e burros – abatidos foi de 33.090 e em 2021 foram registrados 123.669, de acordo com os dados do Mapa. O total do ano passado correspondeu a pouco mais do que o número de abates verificados entre 2011 e 2016, reforçando o aumento da prática sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) no Brasil.

Vale ressaltar que esse número não contempla a realização de abates ilegais, obviamente, e também não inclui a quantidade de animais mortos por doenças e/ou acidentes. Ou seja, a considerar as agravantes, o número de mortes de jumentos é ainda maior do que o observado pelo Ministério da Agricultura.

Na Paraíba, segundo dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e Pesca, existem 111.609 animais registrados, entre equinos, asininos e muares. O estado não possui abatedouro oficializado e o órgão não possui conhecimento de nenhum local que realize esse abatimento de forma clandestina.

Para o gerente-executivo de Defesa Agropecuária da Sedap, Tadeu Nóbrega, o jumento e os asininos, de maneira geral, são importantíssimos para o produtor rural, justamente em razão de sua atuação no setor de carga e transporte. “A preservação desses animais é muito necessária, primeiro, por essas razões de carga, transporte e apoio para o produtor rural, e segundo por ser um animal resistente às estiagem, (sendo facilmente adaptável às condições climáticas da região)”, apontou ele.

Figura popular no meio cultural e religioso
A importância desses animais também vai além do dia a dia do produtor rural, como mencionado pelo gerente executivo da Sedap. O jumento é uma figura que se popularizou também dentro do viés cultural e religioso do Brasil e do mundo.

Atrelado ao transporte de pessoas, o animal tem reconhecimento bíblico por ter carregado Jesus Cristo durante sua entrada na cidade de Jerusalém – que marca o início do período também conhecido como “Paixão”. A história conta que Jesus mandou dois discípulos para uma aldeia no caminho em que estavam fazendo, onde encontrariam uma jumenta presa e um jumentinho junto com ela, e recomendou que lhe trouxessem. “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, manso, e assentado sobre uma jumenta, E sobre um jumentinho, filho de animal de carga”, trecho dos versículos quatro e cinco, do capítulo 21 do livro de Mateus.

O animal também foi mencionado anteriormente na Bíblia, no livro de Zacarias, capítulo nove versículo nove, quando o profeta anunciou que o chamado “rei de Israel” viria “humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9:9).

Culturalmente, o jumento também ganha menção em, por exemplo, letras de música, como de Luiz Gonzaga e Chico Buarque. Em “o Jumento é nosso irmão”, o rei do Baião aponta virtudes e características do animal, como no trecho “ele tem tantas virtudes, ninguém pode ‘carcular’, conduzindo um ceguinho, porta em porta a mendigar. O pobre vê, no jubaio, um irmão pra lhe ajudar”.

Além disso, há um trecho da música que também faz menção à presença do jumento nas histórias bíblicas. “Na fuga para o Egito, quando o julgo anunciou, o jegue foi o transporte que levou nosso Senhor. ‘Vosmicê’ fique sabendo que o jumento tem valor”, cantou Gonzagão.

Já Chico colocou em sua canção o papel do jumento para o sertanejo, como animal de carga, além de pontuar outras características do bicho. “Jumento não é o grande malandro da praça, trabalha, trabalha de graça, não agrada a ninguém, nem nome não tem. É manso e não faz pirraça, mas quando a carcaça ameaça rachar, que coices que dá. (…) O pão, a farinha, o feijão, carne seca, quem é que carrega? (…) Limão mexerica, mamão, melancia, a areia, o cimento, o tijolo, a pedreira, quem é que carrega? (…)”, diz trecho de “O Jumento”, música de Chico Buarque.

O perigo de animais soltos nas estradas
A presença de animais, como o jumento, nas estradas pode não causar infrações administrativas, mas existe contravenção penal, de acordo com o inspetor Matheus Santos, da Polícia Rodoviária Federal da Paraíba (PRF-PB). No artigo 31 da Lei nº 3.688/1941 está especificado que “deixar em liberdade, confiar à guarda de pessoa inexperiente, ou não guardar com a devida cautela animal perigoso”, sob risco de pena de 10 dias a dois meses ou multa.

Quando o órgão identifica animais abandonados nas rodovias, é acionado o serviço de recolhimento e guarda de animais, quando disponibilizados pelas prefeituras, e também o caminhão boiadeiro PRF, quando há uma escala ou serviço específico para recolhimento. “Quando não há possibilidade de acionar o serviço de recolhimento ou boiadeiro PRF, as equipes manejam os animais para um lugar seguro para impedir que eles voltem para as rodovias”, completou Santos.

Em 2022, até o final do mês de junho, mais de 1.440 animais foram recolhidos e quase 500 foram encaminhados aos currais municipais ou privados pela PRF-PB. Ao todo, também foram atendidas mais de 500 ocorrências relacionadas.

Dentre os principais riscos do abandono desses animais na pista, incluindo os jumentos, estão: os acidentes de trânsito, desde o atropelamento do animal até um capotamento ou algo mais grave. “Para o pedestre, os animais podem interferir no deslocamento”, destacou Santos.

A PRF realiza rondas 24 horas por dia a fim de identificar animais soltos que possam causar risco à população. “Há também em andamento a Operação ‘Pista não é Pasto’ em todo o estado, onde a PRF atua com escala de boiadeiro dedicada a recolhimento de animais nas rodovias federais”, observou o inspetor.

De acordo com Matheus Santos, quando for possível, as pessoas podem “manejar o animal para uma área segura, acionar o serviço de recolhimento de animais da sua cidade, caso exista”. Nas rodovias federais, “ligar no 191 acionando a PRF para que o animal seja manejado, recolhido e identificada a sua propriedade”, orientou.

A União

Ministério Público ameaça acionar a justiça caso a Energisa não restabeleça energia de hospital de Campina Grande

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou à concessionária Energisa Borborema que pare, imediatamente, de interromper o fornecimento de energia elétrica ao Hospital Antônio Targino, localizado no município de Campina Grande.

A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça do Consumidor de Campina Grande e diretor regional do MP-Procon, Sócrates da Costa Agra. No documento, o promotor levou em consideração o “alto risco de consequências trágicas para os pacientes que dependem essencialmente do serviço de saúde, seja público ou privado” e os artigos 4° e 6° do Código de Defesa do Consumidor (CDC); que versam sobre a Política Nacional das Relações de Consumo e os direitos do consumidor.

O representante do Ministério Público também destacou que o artigo 8° do CDC determina que o produto ou serviço oferecido não deve oferecer riscos à saúde ou à segurança da população, o que poderia ocorrer caso o fornecimento de energia fosse suspenso. “No Direito Brasileiro existe a figura da Ação de Cobrança e outros mecanismos para cobrança de débitos que não ponham em risco a saúde e segurança dos pacientes do Hospital Antônio Targino”, diz a recomendação.

A interrupção foi anunciada pela Energisa Borborema na Carta 018/2022, caso os pagamentos de faturas em atraso não fossem efetuados. O Hospital Antônio Targino é um estabelecimento privado que conta com convênio na Rede do Serviço Único de Saúde, e realiza os serviços de internação, atendimento ambulatorial e serviço de apoio diagnóstico terapêutico.

A Energisa tem prazo de dez dias para encaminhar as medidas adotadas para o cumprimento da recomendação à Promotoria de Campina Grande, sob pena de serem adotadas medidas judiciais e administrativas cabíveis, sem aplicação de multa, como o ajuizamento de ação civil pública contra diretores e administradores e a interdição do estabelecimento, prevista no artigo 56, do Código de Defesa do Consumidor.

Câmara de Campina Grande dá posse a novos servidores concursados

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A Câmara Municipal de Campina Grande deu posse nesta terça-feira, 19, a um novo grupo de servidores concursados. Ao todo, quatro dos dez convocados foram empossados durante a solenidade e, de acordo com o presidente do legislativo municipal, vereador Marinaldo Cardoso, em breve os demais também serão.

Ainda segundo Marinaldo, nos próximos dias será publicado um novo edital de convocação, medida que será repetida até o final do ano, para o devido preenchimento das vagas. O presidente da Casa destacou a importância da convocação e posse dos concursados.

“Esse é um momento de grande importância para a Câmara. Por meio do trabalho da mesa diretora, conseguimos dentro de um organograma empossar pouco a pouco os aprovados no concurso público e cumprir o que foi acordado com o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado. Uma alegria imensa poder dar as boas-vindas aos novos funcionários efetivos”, disse Marinaldo.

O presidente da Câmara Municipal de Campina Grande explicou ainda que os novos convocados para o corpo de servidores preenchem cargos nos setores de apoio legislativo, técnico e de agentes legislativos.

Participaram da solenidade os vereadores Saulo Germano, Dr Valdé, Fabiana Gomes e Moisés Morais, além do diretor de Recursos Humanos da Câmara, José Neto, e o procurador jurídico da Câmara, Luiz Philippe Pinto.