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Mulher não aceita reatar relacionamento e é agredida na orla de Cabo Branco

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Uma jovem de 25 anos ficou ferida após ser agredida pelo ex-companheiro nesta quinta-feira (16) durante uma briga entre o casal na orla de Cabo Branco, em João Pessoa.

Segundo a delegada Amin Oliveira, a jovem havia se relacionado com o homem durante nove meses, mas devido as agressões verbais e físicas sofridas durante o namoro, ela decidiu terminar a relação.

O comerciante passou a insistir que a mulher o perdoasse e tentou por diversas vezes uma reconciliação, mas ela não aceitou, chegando inclusive a solicitar uma medida protetiva devido as pressões sofridas pelo ex-namorado.

Se sentindo pressionada, a jovem, que também é estudante universitária, aceitou conversar com o ex-companheiro, mas se recusou a reatar o relacionamento.

Irritado, ele desferiu vários socos no rosto dela, chegando a quebrar o nariz da vítima.

Após praticar as agressões, o homem, que é comerciante, tentou fugir, mas logo foi detido por algumas pessoas que presenciaram a cena.

A Polícia Militar foi acionada e o homem foi levado para a Delegacia da Mulher e será autuado pelos crimes de agressão e tentativa de feminicídio.

Com Notícia Paraíba

Paraíba encaminha policiais militares para reforçar segurança no Rio Grande do Norte

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A Paraíba encaminhou no fim da noite desta quinta-feira (16), um efetivo de 30 policiais militares que vão reforçar a segurança no Rio Grande do Norte em razão dos ataques violentos registrados no estado vizinho. O envio das tropas atende a um pedido de Fátima Bezerra (PT), governadora do RN.

O comandante geral da PM, Sérgio Fonseca, informou que o “governador João Azevêdo solicitou que a PM encaminhasse o efetivo de 30 policiais que possuem a Instrução de Nivelamento de Conhecimento da Força Nacional exatamente para apoiar a polícia do Rio Grande do Norte nessa crise enfrentada no estado vizinho”.

Situação na Paraíba

As forças de segurança da Paraíba estão em alerta após a série de ataques criminosos no estado vizinho. De acordo com o secretário de Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, por causa da proximidade das ações no estado vizinho, as polícias da Paraíba intensificaram a vigilância e atuam de maneira preventiva. Ele afirmou ainda que o estado “não está em crise”.

Com Portal T5

Michelle Bolsonaro é eleita segunda mulher mais admirada do Brasil; Veja lista

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O Instituto Qualibest divulgou nesta quinta-feira (16) mais uma lista das mulheres brasileiras mais admiradas no país. Pelo quarto ano seguido, a atriz Fernanda Montenegro conquistou o pódio do ranking com 9,4% da população. Uma das surpresas é a presença de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama da República, que obteve 5,4% das menções.

A lista das mulheres mais admiradas do Brasil deste ano reflete a tendência em reconhecer o protagonismo feminino na cultura e na política, segundo a diretora-geral do QualiBest, Daniela Malouf. “Se por um lado as artes já eram espaços com uma forte presença feminina, vemos agora mulheres do espectro político aparecerem no ranking e se destacarem”.

Outros destaques vão para as cantoras Ivete Sangalo (4%) e Anitta (3%). A última, recém indicado ao prêmio internacional do Grammy, mantém um número muito maior com o público mais jovem, sendo lembrada por 39% dos entrevistados.

Confira as dez mulheres mais admiradas no Brasil:

Fernanda Montenegro (9,4%)
Michelle Bolsonaro (5,4%)
Ivete Sangalo (4%)
Anitta (3%)
Ana Maria Braga (3%)
Dilma Roussef (3%)
Marina Silva (2,5%)
Taís Araújo (1,7%)
Gisele Bündchen (1,5%)
Maria da Penha (1,5%)

Com MaisPB

Suspeição de juízes faz Tribunal de Justiça admitir “situação vergonhosa” e cobrar cooperação da ALPB

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A crise de imagem provocada pela declaração de suspeição em massa de juízes em ações da Operação Calvário chegou ao Tribunal de Justiça da Paraíba. O tema foi levado a público em sessão do pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e provocou o pronunciamento de desembargadores da Corte.

Márcio Murilo da Cunha Ramos foi o primeiro a levantar o tema. “Na mídia estão saindo algumas suspeições em processos que envolvem organizações criminosas. E isso está trazendo algumas situações de inconveniência e interpretações de magistrados por estarem fazendo isso. Na Paraíba, porque tantos juízes são suspeitos para julgar processo A, B, C ou D? Primeiramente, o magistrado é um ser humano e a estrutura que se tem hoje nas Varas, diferente dos outros estados, não é suficiente para que um juiz pegue um processo com 20 ou 30 pessoas”, disse.

“Eu não estou aqui para justificar porque os juízes estão se julgando suspeitos”

Cunha Ramos lembrou que o colegiado aprovou a criação de uma Vara específica com estrutura necessária para julgamento de Orcrim, mas na visão do magistrado “parece que não teve andamento”.

Ele cobrou a Assembleia Legislativa da Paraíba o seguimento da matéria para que a Justiça “tenha o apoio necessário para dar ao magistrado que vai atuar no caso”.

Caso a Assembleia rejeite a proposta, a solução, na visão de Márcio, seria a criação de Varas por Comarca por região. “É uma necessidade de se obter o resultado para que se julguem os processos. Condenando ou absolvendo os réus”, defendeu.

Relator da Operação Calvário na 2ª Istância do judiciário paraibano, o desembargador Ricardo Vital de Almeida saiu em defesa do pleito de Márcio Murilo.

“Eu me acosto integralmente as palavras do Dr. Márcio Murilo, a preocupação é comum, desembargador. Está se tornando uma situação vergonhosa e vexatória. Pronto e ponto. Aliás, está se está instalada já, não está se tornando”, pontuou.

Diante das queixas, o desembargador José Ricardo Porto sugeriu que o TJ solicite uma audiência com o presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), para discutir o tema. “O presidente Adriano é uma pessoa acessível, tem um diálogo permanente e constante com os poderes. O presidente é uma pessoa de bom trato. Seria bom agendar uma reunião com Adriano e manifestar a nossa preocupação com relação a isso”, propôs.

O presidente do TJPB, João Benedito, acatou as queixas e sugestões dos demais integrantes da Corte e prometeu que vai buscar, além de Galdino, outros parlamentares para discutir como anda a tramitação da criação da Vara Especializada para julgamento de Organizações Criminosas.

Confira o pronunciamento dos desembargadores:

Entenda o caso

A enxurrada de juízes abrindo mão de julgar processos oriundos da Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba, sob alegação de suspeição, tem sido alvo de críticas e questionamento por parte da população. Mais de quatro anos após a primeira fase da investigação, nenhum réu foi levado a julgamento.

No decorrer do trâmite comum, que vai desde o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) até a sentença condenatória ou de absolvição, um fator tem dificultado o curso jurídico.

Logo após o ex-governador Ricardo Coutinho (PT) se tornar investigado e ser alvo de prisão, diversos magistrados estão se recusando a julgar os processos, sem tornar público o motivo, apenas informando que é uma questão de foro íntimo, principalmente quando o petista está sendo acusado de crimes. Na semana passada, mais um juiz usou a prerrogativa para se dizer impedido de atuar na causa.

Como o problema não é de hoje, a solução encontrada no ano passado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) foi transformar 2ª Vara de Executivos Fiscais da Comarca de João Pessoa na 8ª Vara Criminal da Comarca da Capital, com jurisdição estadual para processar e julgar os delitos de Organizações Criminosas (Orcrim). A proposta, aprovada pelo pleno do TJ, foi encaminhada para Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), mas ainda não chegou sequer a ser analisada pelas comissões.

No final do ano passado, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) solicitou uma audiência pública para discutir o projeto. A sessão ainda não foi realizada. Segundo apurou a reportagem, vencida essa etapa, o Projeto de Lei deve ir para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Com Wallison Bezerra – MaisPB

Polícia Civil: Primeira lista de convocados para curso de formação é divulgada

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Foi divulgada na edição desta sexta-feira (17) a primeira lista de convocação para curso de formação dos aprovados em concurso público para Polícia Civil. O requerimento para matrículas na primeira turma ocorre das 15h do dia 20 de março ao dia 03 de abril.

Os candidatos serão convocados gradativamente e no limite de vagas estabelecida e não haverá segunda chamada após convocação do aprovado. A lista divulgada hoje traz a convocação de 535 candidatos classificados. Quem não efetivar a matrícula para o Curso de Formação Policial será considerado desistente e eliminado do concurso público.

O Curso de Formação está previsto no edital e corresponde à segunda etapa do certame. O curso tem duração mínima de 460 horas-aula para as categorias de Delegado de Polícia e Peritos Oficiais e de 360 horas-aula para as demais categorias, e será realizado pela Academia de Ensino da Polícia Civil (Acadepol), em João Pessoa.

Confira a lista no Diário Oficial – Diário Oficial 17 de março

Com MaisPB

Dia Mundial do Sono: Saiba se está dormindo bem e o que fazer para conseguir descansar

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Estudos internacionais apontam que dormir bem melhora o humor, a concentração, fortalece o sistema imunológico e previne doenças cardiovasculares e metabólicas. É durante esse período de descanso que o organismo exerce as principais funções restauradoras, repõe energia e regula o metabolismo.

Nesta sexta-feira (17) é celebrado o Dia Mundial do Sono. A data tem como objetivo destacar a importância de se dormir bem para a preservação da saúde física e mental.

“Não por acaso, o sono é considerado um dos três pilares da saúde, ao lado da boa nutrição e da prática de atividade física”, afirma a médica Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A privação de sono e o sono insuficiente aumentam o risco para problemas cardiovasculares e metabólicos, como hipertensão e diabetes, além de propensão para obesidade.

A Associação Brasileira do Sono (ABS) recomenda ao adulto dormir entre 7 e 9 horas por noite. Quem dorme pouco de forma eventual pode ter sonolência, fadiga, mau humor e redução do desempenho cognitivo, inclusive a capacidade de decisão. “Pessoas que costumeiramente dormem pouco vivem menos e apresentam mais risco de desenvolver demência”, explica Dalva.

Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliou por duas semanas o impacto da duração de sono sobre a saúde cardiovascular de 53 universitários, com idade média de 20 anos. Nos primeiros 7 dias, todos mantiveram o horário habitual de sono. Nos outros 7 dias, aumentaram em 1 hora a duração de sono. Os participantes relataram que na segunda semana apresentaram menos sonolência diurna e queda na pressão arterial sistólica.

Os benefícios do sono podem ir além da saúde física. Pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, realizaram um estudo para analisar o estado emocional de 72 jovens, entre 18 e 24 anos, que dormiam em média 7 horas por noite. Por duas semanas, eles relataram o estado de humor por meio de um aplicativo. Nos dias 8 e 14, parte deles foi convidada a estender a duração de sono por 90 minutos. Os estudantes que dormiram mais tempo melhoraram a qualidade de sono e tiveram mais emoções positivas do que os que dormiram 7 horas.

Um conjunto de medidas contribui para aumentar a qualidade do sono e reforçar a sensação de descanso na manhã seguinte. A chamada “higiene do sono”, inclui horários regulares para ir para a cama, evitar alimentação farta nos horários próximos de dormir e evitar o uso de telas em excesso.

“Passamos cerca de 1/3 das nossas vidas dormindo e para que isso aconteça de forma reparadora, é importante manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente, além de controlar seus níveis de estresse. Inclua pausas em sua rotina, com momentos de descontração e relaxamento, e cuide muito bem da sua saúde”, afirma a nutricionista Carol Tavares, da Vitamine-se.

Entre as orientações estão:

  • Diminua a luminosidade do quarto
  • Experimente adicionar práticas de relaxamento antes de dormir
  • Mantenha uma alimentação saudável e inclua nutrientes que ajudam a melhorar a qualidade do sono
  • Faça exercícios físicos regularmente
  • Evite o consumo de cafeína e de alimentos ricos em açúcares antes de dormir
  • Não beba grandes volumes de líquidos antes de dormir
  • Não confira seus e-mails, nem trabalhe antes de ir para a cama

Com CNN Brasil

Coronel da PM diz que Exército dificultou prisão de golpistas

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O coronel Jorge Eduardo Naime, ex-comandante de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, disse nesta quinta-feira (16) que o Exército tentou impedir a prisão dos golpistas envolvidos nos ataques aos prédios dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.

Naime deu a declaração à Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O coronel está preso desde fevereiro acusado de omissão em relação aos atos de 8 de janeiro.

Em depoimento, Naime disse que a Polícia Militar foi impedida de prender suspeitos de participarem dos ataques e que estavam no acampamento localizado em frente ao Quartel-General do Exército. Segundo o ex-comandante, militares do Exército montaram uma barreira.

“Uma linha de choque montada com blindados e, por interessante que parecesse, eles não estavam voltados para o acampamento. Eles estavam voltados para a PM, protegendo o acampamento”, afirmou.

O coronel classificou o acampamento como “epicentro de todos os atos golpistas”. “O tenente que era o oficial de dia no QG queria impedir que a gente prendesse as pessoas no gramado que fica ao lado da via N1. O argumento foi que o local era uma área do Exército e que a PM não poderia atuar”, afirmou.

Retirada de acampamento
Naime também afirmou que participou de diversas reuniões com o Comando do Exército para a retirada do acampamento, mas as ações eram sempre canceladas.

De acordo com o ex-comandante, investigações já haviam revelado várias irregularidades dentro do acampamento, como comércio ilegal e aluguel irregular de tendas. Havia ainda, segundo o coronel, a “Máfia do Pix”, em que supostas lideranças pediam às pessoas que fizessem transferências via Pix para manter o funcionamento do acampamento.

Poucos policiais
O presidente da CPI, Chico Vigilante (PT-DF), questionou o ex-comandante sobre o número reduzido de policiais militares empregados na contenção do ato golpista. De acordo com Vigilante, documentos obtidos pela CPI apontam que somente 200 policiais, alunos do curso de formação, foram acionados, enquanto o restante da tropa ficou de sobreaviso.

Naime disse que não participou do planejamento da operação, pois estava de folga na ocasião. Segundo ele, é usual deslocar alunos de formação para ações policiais, porém acompanhados de profissionais mais experientes.

“Me causa estranheza ter usado somente alunos. Precisa fazer uma revisão nessas escalas, ver se isso realmente aconteceu. Isso foge completamente do nosso padrão. Usar os alunos é normal, mas sempre acompanhado de policial com experiência”, disse.

Mundo paralelo
Em depoimento, o ex-comandante disse que os golpistas do acampamento viviam em um “mundo paralelo”, com acesso a informações fornecidas apenas pelos grupos que estavam no local, em uma espécie de bolha.

“Eles viviam em um mundo paralelo. Tive algumas vezes no acampamento, conversei com algumas pessoas. Teve um que me abordou lá e disse que era um extraterrestre, que estava ali infiltrado. Assim que o Exército tomasse, os extraterrestres iriam ajudar a tomar o poder. Só consumiam informações deles, estavam em uma bolha”, relatou.

A Agência Brasil entrou em contato com o Exército e aguarda um posicionamento.

*Com informações da Agência da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Polícia Federal vai investigar se Abin monitorou celulares de milhares de brasileiros; Entenda

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A Polícia Federal (PF) determinou nesta quinta-feira (16) a instauração de um inquérito para investigar denúncias de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorou celulares de milhares de brasileiros durante os três primeiros anos do governo Jair Bolsonaro. A informação foi publicada pelo jornal O Globo na última terça-feira (14) e confirmada pela Abin no dia seguinte.

Segundo a agência, o contrato de uso do software de localização teve início no final de 2018, ainda no governo Michel Temer, e foi encerrado em 8 de maio de 2021. O programa, chamado FirstMile, foi comprado por R$ 5,7 milhões da empresa israelense Cognyte, com dispensa de licitação. A ferramenta permitia o monitoramento de até 10 mil celulares a cada 12 meses, bastando digitar o número da pessoa. Além disso, a aplicação criava históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados.

“A solução tecnológica em questão não está mais em uso na Abin desde então [8 de maio de 2021]. Atualmente, a Agência está em processo de aperfeiçoamento e revisão de seus normativos internos, em consonância com o interesse público e o compromisso com o Estado Democrático de Direito”, informou a Abin, em nota. A investigação da PF será conduzida pela Diretoria de Inteligência Policial.

Denúncia na ONU
O ex-presidente da República Jair Bolsonaro foi denunciado na Organização das Nações Unidas (ONU), durante a 52ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, realizada na última terça-feira, pelo uso desordenado de tecnologias digitais e sistemas de monitoramento no período da pandemia de covid-19. As organizações não governamentais (ONGs) Conectas, Artigo 19, Data Privacy Brasil e Transparência Internacional Brasil, responsáveis pela denúncia, pediram à ONU que questione o Brasil sobre o uso dessas tecnologias e o tratamento dos dados coletados durante a pandemia.

Segundo o documento apresentado na ONU, entre 2020 e 2022 foram utilizadas tecnologias digitais para a coleta de dados biométricos, de geolocalização e informações de saúde da população sem a devida transparência e participação da sociedade civil. As instituições envolvidas na denúncia afirmaram ainda que a fragilidade dos mecanismos de controle e a indisposição dos órgãos responsáveis por monitorar o uso dessas tecnologias de modo efetivo foram fatores decisivos para o agravamento do problema.

Além disso, as organizações manifestaram preocupação com o aumento dos gastos governamentais em equipamentos de vigilância e software espião, com destaque para o campo da segurança pública e da inteligência estatal. Na avaliação das entidades, tais ações violam os direitos fundamentais de liberdade de expressão, associação, privacidade e intimidade.

Com Agência Brasil

Juros altos prejudicam produtividade do agronegócio, afirmam especialistas

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O elevado patamar da taxa de juros — em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado — prejudica a capacidade produtiva do agronegócio, afirmaram especialistas à CNN.

Isso porque, de acordo com eles, o encarecimento do mercado de crédito atravanca o acesso a insumos, tecnologias e áreas agriculturáveis, afetando a produtividade do setor.

“Vemos diversos desafios na parte operacional, sendo o principal deles o acesso ao crédito, em especial a pequenos e médios produtores”, diz Leonardo Alencar, head de agro, alimentos e bebidas da XP.

“Um cobertor mais curto dificulta a compra de insumos e tecnologias para conseguir sustentar a produção de alimentos. Sem dúvidas, o Brasil conseguiria aumentar muito mais a produção do agro se tivesse mais acesso ao crédito. O Plano Safra é interessante nesse ponto por empregar taxas de juros mais baixas, mas não é o suficiente para sustentar o desenvolvimento da agricultura.”

O Plano Safra, vale o parêntesis, é um programa de financiamento do governo federal para a atividade agrícola, destinado a pequenos, médios e grandes produtores. Cada um desses três grupos recebe volumes diferentes de recursos, e a taxa de juros aplicada também varia considerando o tamanho da produção.

Atualmente, os valores disponibilizados para a safra 2022/2023 giram em torno de R$ 53 bilhões para o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), destinado aos pequenos produtores, com taxas em torno de 5% ao ano. Para os produtores que se encaixam no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), são R$ 44 bilhões, com juros de 8%.

Porém, como dizem os especialistas, só o Plano Safra não é o suficiente. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor demanda mais de R$ 1 trilhão ao ano em recursos — e 1/3 desse valor advém do programa do governo federal. O restante é viabilizado por empresas privadas, mais suscetíveis às taxas de juros de referência do país.

“Se os produtores precisam buscar os outros 2/3 no mercado privado, que é pautado pela Selic, os investimentos são menores. Não fomentar investimentos reduz a tecnologia empregada, que, por sua vez, reduz a produtividade. Nós já temos diversos anos de atraso nesse sentido, fora os gargalos no setor produtivo que vieram com a pandemia”, afirma Guilherme Rios, assessor técnico da CNA.

Rios diz que esse cenário chega a afetar os grandes produtores e as empresas com capital aberto na Bolsa de Valores. “Como a economia é toda interligada, os custos também são. O impacto da taxa é para todo mundo, e as grandes empresas podem sofrer com uma redução de áreas produtivas.”

Leonardo Alencar, da XP, menciona ainda outro impacto aos grandes produtores: a viabilização de projetos de médio e longo prazo e o valor de mercado de empresas de capital aberto.

“Uma empresa com lista de projetos, seja investimentos em usina, seja em melhora tecnológica, está sempre pensando no retorno, e isso é muito sensível a custo de capital. Na prática, empresas que tinham muitos projetos provavelmente tiveram que engavetá-los por causa dos juros, já que o retorno, nesse cenário, é prejudicado”, explica.

“Na outra ponta, empresas listadas na Bolsa têm seu valor de mercado avaliado sempre com base nas perspectivas de caixa futuras, descontados os custos de capital. Quando essa taxa de desconto aumenta, o valor da empresa diminui, e isso impacta na Bolsa.”

Do ponto de vista do consumo doméstico, Leandro Gilio, professor e pesquisador sênior do centro de Agronegócio Global do Insper, chama atenção para a redução da demanda do consumidor.

O especialista explica que o consumo é afetado não só pela redução da produtividade — que, pela lei da oferta e demanda, tende a encarecer os produtos –, mas também pelo desaquecimento da economia como um todo.

“A Selic alta impacta em uma menor dinamização da atividade, que afeta renda e emprego. Isso diminui a demanda por produtos, notadamente aqueles de grande volume e mais caros, como as proteínas animais”, explica.

“Se o consumidor tem uma renda mais afetada, ele costuma optar por produtos mais baratos, o que pode diminuir o consumo doméstico de determinados ramos do setor.”

CNN Brasil

Federação defende novo modelo de tarifa para o transporte público coletivo; Entenda

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Alinhado com o posicionamento de especialistas, de entidades do setor e com a prática dos países com melhor qualidade de transporte público no Mundo, o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, defendeu um novo modelo de tarifa para o transporte público coletivo no Brasil.

Trata-se do subsídio da tarifa pelo poder público, de forma a tornar o custeio do serviço menos oneroso para o usuário e menos deficitário para as empresas que atuam no segmento. Atualmente, na absoluta maioria dos municípios, a tarifa é custeada integralmente pelos passageiros pagantes, que arcam, inclusive, com as gratuidades.

Conforme Eudo, isso força o preço da tarifa para cima e, como os governantes acabam tentando segurar a recomposição dos custos, as empresas que operam o serviço enfrentam um déficit que compromete as condições de funcionamento e a qualidade do atendimento à população, formando um círculo vicioso.

“É caro manter um serviço de transporte público. Por isso, no mundo inteiro existe a prática de financiar o sistema e cobrir benefícios, como a gratuidade para idosos e deficientes e a meia passagem para os estudantes, por meio de recursos públicos”, explicou o presidente da Fetronor.

Segundo dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), cidades com um serviço de referência em qualidade no mundo subsidiam parcela significativa do custo da passagem. Assim, em Paris, por exemplo, o usuário paga o equivalente a apenas 27% da tarifa; em Barcelona, 25%; e em Londres, 37%.

No Brasil, modelos de desoneração da tarifa estão em discussão no Congresso Nacional e alguns municípios começaram a aplicar ações de subsídio da passagem.