De olho na correlação de forças no Congresso Nacional a partir de 2027, o Partido dos Trabalhadores (PT) montou uma estratégia para ampliar o número de senadores aliados na próxima legislatura. O plano envolve concentrar esforços em estados com menor eleitorado, onde a disputa exige menos votos, e lançar candidaturas de nomes já consolidados junto ao eleitorado.
Nas eleições de 2026, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, com dois senadores eleitos por estado. Atualmente, a base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com cerca de 38 votos considerados fiéis na Casa, mas 28 desses mandatos se encerram no próximo pleito, o que acende o alerta no partido.
Para evitar a redução da bancada — e tentar ampliá-la —, o PT mapeou como prioritários estados como Acre, Amapá, Tocantins, Sergipe e Rio Grande do Norte. No Acre, o ex-senador e atual presidente da Apex, Jorge Viana, deve tentar retornar ao Senado. No Amapá, a aposta é na reeleição de Randolfe Rodrigues. Em Sergipe, Rogério Carvalho deve buscar um novo mandato, enquanto no Rio Grande do Norte o partido trabalha para lançar a governadora Fátima Bezerra. No Tocantins, o nome cogitado é o do ex-deputado Paulo Mourão.
Já em colégios eleitorais considerados mais difíceis, como São Paulo, Santa Catarina e o Distrito Federal, a estratégia passa pela aposta em “nomes fortes”. No Distrito Federal, a favorita é a deputada federal Erika Kokay. Em Santa Catarina, o partido aposta em Décio Lima, presidente do Sebrae e ex-prefeito de Blumenau. Em São Paulo, ainda não há definição, mas circulam nomes de peso do governo Lula, como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet.


