Uma mulher foi condenada a dois anos de prisão em Bayeux, na Grande João Pessoa, por injúria racial contra o pai de santo Pai Netinho de Ogum. As agressões ocorreram em 2023 e foram julgadas pelo juiz da 1ª Vara de Bayeux, Bruno Azevedo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a ré teria chamado a vítima de “macaco”, afirmado que ele “devia voltar para a senzala para apanhar” e feito outras ofensas motivadas por intolerância religiosa, incluindo chamá-lo de “pai dos demônios”.
O advogado do pai de santo, Aécio Farias, que atuou como assistente de acusação, afirmou que a decisão é “didática e demonstra que a Justiça não tolera essas atitudes”, ressaltando que ninguém pode ser ofendido por cor ou religião.
A sentença permitiu a substituição da pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, uma vez que a pena é inferior a quatro anos e a ré não possui reincidência, com detalhes a serem definidos pela Vara de Execução Penal.



