O Ministério Público Federal (MPF) solicitou a condenação de cinco pessoas envolvidas em um esquema de fraudes no Hospital de Clínicas, em Campina Grande. Entre os investigados estão dois ex-diretores da unidade, uma empresária, uma nutricionista e a ex-coordenadora de compras do hospital. O processo tramita na 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande e será julgado pelo juiz Vinícius Costa Vidor.
As acusações contra os envolvidos incluem organização criminosa, peculato e fraude em contratação direta. O pedido do MPF é baseado em investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontaram irregularidades na contratação de uma empresa para fornecimento de refeições ao hospital.
Os denunciados são:
– Izabelli Diniz, empresária;
– Andrea Shirlaynne Agra, ex-coordenadora de compras;
– Vivian Kelly, ex-diretora;
– Thiago Gomes, ex-diretor;
– Carmen Spa, nutricionista.
De acordo com o processo, a empresa contratada por dispensa de licitação deveria fornecer refeições prontas, mas utilizava a estrutura do próprio hospital para preparar os alimentos, o que teria descaracterizado o objeto contratual. O MPF afirma que isso resultou em favorecimento indevido, com a não execução de etapas previstas, como o transporte e a entrega das refeições embaladas.
Na época das investigações, a Polícia Federal apontou um possível superfaturamento em contratos que somavam R\$ 8 milhões. As fraudes teriam ocorrido entre o início de 2022 e novembro de 2023.
A operação que apura o caso foi batizada de Marasmo e contou com duas fases de busca e apreensão. A primeira, realizada em novembro de 2023, cumpriu oito mandados. A segunda fase, em setembro de 2024, teve como objetivo aprofundar as investigações.
Com informações do G1 Paraíba.