O governo de Minas Gerais decretou estado de emergência sanitária animal após a confirmação de um caso de gripe aviária de alta patogenicidade em aves ornamentais na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A medida, com validade de 90 dias, visa conter o risco de disseminação do vírus entre os plantéis do estado.
O caso foi identificado em dois gansos e um cisne negro silvestre, criados em um sítio na cidade de Mateus Leme. As aves não eram destinadas ao consumo humano, e, segundo a prefeitura local, não há motivo para pânico. As ações de controle estão sendo realizadas conforme os protocolos sanitários.
Com a emergência decretada, o estado poderá mobilizar recursos humanos, tecnológicos e financeiros para intensificar a vigilância e o enfrentamento à doença, que, apesar de não oferecer risco pelo consumo de carne ou ovos, pode dizimar plantéis e impactar a produção agropecuária.
Minas Gerais é o segundo maior produtor de ovos do país e o quinto na produção de aves. O decreto ocorre poucos dias após o primeiro caso da doença ser identificado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, o que aumentou a preocupação das autoridades sanitárias em todo o país.
Em 2023, o estado já havia registrado um caso isolado de gripe aviária de baixa patogenicidade, sem risco para humanos, em um pato silvestre. As autoridades seguem monitorando o cenário para evitar novos focos da doença.



