Palco de grandes jogos, inclusive da Seleção Brasileira, o Estádio Governador Ernani Sátyro, O Amigão, foi inaugurado no dia 8 de março de 1975, levando o nome do governador da época, com a partida entre Botafogo Carioca e Campinense, que terminou empatado em 0 a 0. De lá para cá, o estádio recebeu jogadores dos mais diversos times e torcedores apaixonados pelo bom, velho e clássico futebol.
Para colocar o estádio de pé foram 14 meses de construção, cerca de 15.000 metros cúbicos de concreto e mais de 800 homens trabalhando. Inicialmente, O Amigão deveria ter uma estrutura semelhante a do Estádio Mineirão, localizado em Belo Horizonte, porém, tendo apenas a metade sul da marquise terminada, o resultado não saiu conforme a maquete e ficou com uma identidade própria.
O primeiro gol marcado no estádio ocorreu em 16 de março de 1975, pelo jogador Pedrinho Cangula, do Campinense, no jogo Campinense x Treze, o confronto entre a Raposa Feroz e o Galo da Borborema é conhecido como o Clássico dos Maiorais e garante um grande público nas arquibancadas do Amigão. O último jogo entre os clubes aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2023, pelo Campeonato Paraibano. Para a tristeza do torcedor, resultado frio: 0 a 0.
Além de sediar partidas dos campeonatos regionais, em 25 de novembro de 1992, a Seleção Brasileira jogou um amistoso contra a Seleção do Uruguai, perdendo de virada por 2 a 1. Em 2000, foi a vez do Campinense receber o time português do Rio Ave para um amistoso.
Diante de um históricos desses, é possível imaginar os desafios de manter O Amigão funcionando, como relata o gerente do estádio, Ascânio Paceli. “Os desafios são diários. Temos 16 funcionários que cuidam da preservação dos portões de saída, banheiros e das torres de iluminação”, disse.
Ascânio destaca ainda que em dia de grandes jogos as necessidades do estádio são comunicadas à Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) do Governo do Estado, pasta da administração estadual responsável pela manutenção do Amigão.
Embora ainda enfrente problema estruturais como no caso do estacionamento, o estádio passou por recentes reformas. “Recuperação da estrutura predial, banheiros, bares e impermeabilização das arquibancadas, quadra e pista de skate”, enfatiza o gerente.
Muitas dessas melhorias foram promessas de governadores e secretários. Em 2013, por exemplo, Ricardo Coutinho (PT) na condição de Chefe do Executivo Estadual, autorizou a reforma do Amigão. Em 2017, ainda como governador, autorizou licitação para a execução do gramado esportivo com sistema de drenagem e irrigação padrão Fifa.
Com 48 anos de fundação, fica difícil separar a história do Amigão da história de Campina Grande e da Paraíba. Vida longa ao palco das grandes emoções, ao estádio amigo do futebol campinense e paraibano, a casa do torcedor.



