O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do influenciador Hytalo Santos e de seu marido, Israel Natã Vicente. A decisão foi tomada pelo ministro Rogério Schietti Cruz, que negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do casal.
Os dois foram presos na última sexta-feira (15), em Carapicuíba, interior de São Paulo, após determinação da Justiça da Paraíba, onde respondem a investigações por suspeita de exploração de menores, tráfico humano e trabalho infantil.
Na solicitação ao STJ, os advogados alegaram que a medida cautelar teria sido tomada de forma precipitada, sem assegurar o contraditório, e motivada por pressão social gerada nas redes após denúncias de um influenciador digital. A defesa também destacou que não houve tentativa de fuga, já que não existia restrição de deslocamento para Hytalo e Israel.
Ao analisar o pedido, Schietti destacou que a prisão não foi automática nem resultou de pressão midiática, mas de indícios consistentes levantados pela 2ª Vara Mista de Bayeux e pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Segundo o ministro, os autos trazem elementos como documentos, imagens e depoimentos que apontam a gravidade das acusações, entre elas exploração sexual e econômica de adolescentes, produção de conteúdo sexualizado e tráfico de pessoas.
O magistrado ainda ressaltou riscos à investigação, como destruição ou ocultação de provas, e reforçou que a prisão é necessária para resguardar a ordem pública. Por fim, lembrou o entendimento consolidado do STJ de que fatores como primariedade e residência fixa não bastam para revogar a preventiva quando há fundamentos concretos para a sua manutenção.



