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Casal evangélico diz ter sido vítima de perseguição religiosa no Centro de CG e marca ato para sexta-feira (20)

O Calcadão da Cardoso Vieira, no Centro de Campina Grande, foi palco da ação de agentes da polícia ambiental que interviram na pregação de um casal evangélico. Supostamente o volume do equipamento de som estaria fora dos limites para o horário e local. Revoltada, a missionária não se calou e disse que a “ira de Deus virá sob este lugar”. O fato seguiu repercutindo nesta segunda-feira (16), quando o casal falou sobre o assunto ao vivo no programa Patrulha da Cidade, da TV Borborema/SBT.

O pastor Daniel de início informou que acontece um problema com os comerciantes do Calcadão, que teriam acionado a polícia para intervir no momento de louvor do casal. Ele também destacou que não houve resistência. “Foi dito que nosso equipamento seria apreendido e eu disse ‘sim, senhor’, inclusive tenho essas imagens. Eu percebi a forma agressiva que fomos tratamos. Disseram que era nosso ganha-pão, quando na verdade estávamos pregando a palavra de Deus”, argumentou.

“O problema não é comigo, é com qualquer pessoa que vá evangelizar. A irmã da missionária Viviane também relatou esse problema lá no Calcadão, é como se os comerciantes quisessem tomar conta do local”, concluiu.

A missionária Viviane afirmou que os policias debocharam do trabalho de evangelização deles e garantiu que na próxima sexta-feira, dia 20, haverá uma espécie de protesto sem som, caso não consigam recuperar o equipamento de som que foi apreendido, em resposta a essa ação, às 15h. “A gente viu os policias debochando de nós, dizendo que estávamos ali por dinheiro. O nosso intuito é ganhar almas para o reino de Deus”, pontuou.

Ainda no programa, Major Luciana, comandante do 2º Batalhão Ambiental, explicou que a polícia alertou ao casal que o som estava acima do permitido, mas a partir de então houve desacato a autoridade. “Aquele ambiente é palco de constatastes manifestações artísticas e religiosas, volta e meia a polícia é chamada quando acontece o exagero de ruídos, somos sempre bem recebidos, mas para nossa surpresa não nos receberam bem, não quiserem entrar em diálogo”, enfatizou a major que revelou que para o Calcadão é permitido som até 60 decibéis e que no caso do casal estava acima de 90.

Redação

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