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Elias Maluco é encontrado morto em penitenciária

O Departamento Penitenciário Nacional (DPN) divulgou nesta terça-feira (22) a morte do traficante Elias Pereira da Silva, mais conhecido como Elias Maluco, na Penitenciária Federal de Catanduvas, a 476 quilômetros de Curitiba, no Paraná. Segundo o DPN, o detento se matou. 

“O local foi preservado até a chegada da Polícia Federal, que foi acionada para fazer a perícia.
A família foi comunicada pelo Serviço Social da unidade. O Depen informa, ainda, que preza pelo irrestrito cumprimento da Lei de Execução Penal e que todas as assistências previstas no normativo são garantidas aos privados de liberdade que se encontram custodiados no Sistema Penitenciário Federal”, afirmou o departamento em nota.

Elias Maluco foi um dos maiores traficantes de drogas do Rio de Janeiro. Ele fazia parte da facção criminosa Comando Vermelho e chefiava o narcotráfico em trinta favelas do Complexo do Alemão e da Penha.

O criminoso foi preso em setembro de 2002. Mesmo encarcerado, ele era apontado como mentor de ataques de facções, que geraram duas grandes ondas de violência no Rio de Janeiro, uma em 2006, outra em 2010.

Em 2002, foi condenado a 13 anos de prisão por tráfico. Em 2003, mais uma condenação – 18 anos – em outra acusação de narcotráfico. Em maio de 2005, após ser julgado pelo sequestro e morte do jornalista Tim Lopes, pegou mais 28 anos de cadeia. 

Elias ganhou o apelido de “maluco” por causa dos métodos utilizados para torturar e matar suas vítimas.

Caso Tim Lopes

Após três meses de investigação e caçada policial, Elias Pereira da Silva foi preso no dia 19 de setembro de 2002 e condenado a 28 anos e seis meses de prisão por torturar e assassinar o jornalista Tim Lopes.

Tim fazia uma reportagem investigativa sobre prostituição infantil e tráfico de drogas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, zona Norte do Rio de Janeiro. 

Após ter sido descoberto portando uma câmera escondida quando tentava registrar a venda de drogas em um baile funk na comunidade, Tim foi sequestrado, teve os olhos queimados com cigarro e foi esquartejado. O corpo do jornalista foi carbonizado com uso de pneus e gasolina.

O crime gerou grande comoção e deu início a uma série de manifestações pela liberdade de imprensa e contra a violência no Rio.

Conteúdo CNN Brasil

FOTO OTÁVIO MAGALHÃES/ESTADÃO

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