A informação recebida pelo superintendente do Hospital Universitário Alcides Carneiro, Homero Rodrigues, de que Campina Grande não poderá receber pacientes vindos de Manaus porque o aeroporto João Suassuna não comporta o avião que traria os doentes de covid-19 é improcedente.
É o que garantiram, em conversa com o portal Hora Agora, dois empresários, Alexandre Moura e Alessandro Sousa. A justificativa foi dada pelo Ministério da Saúde em comunicado ao diretor do HU. Campina Grande deveria receber pacientes vindos de Manaus nesta terça-feira.
Alexandre, que tem a aviação como hobby e domina muito bem o assunto, foi o primeiro a chamar a atenção para uma possível falha no comunicado. Ele esclareceu que o C99 é um modelo cuja versão da Embraer já pousou em Campina Grande e, inclusive, é bem menor que as aeronaves que chegam diariamente ao João Suassuna.
“O C99 da Força Aérea nada mais é que o MB-145 da Embraer, ou seja, é um jato regional da Embraer que já pousou várias vezes em Campina Grande. É bem menor que um 737 que posa aqui, um 320. Então, há algo estranho nessa justificativa”, disse Alexandre, que enviou a foto que ilustra a matéria.
“Essa aeronave vem direto a Campina Grande”
Empresário do ramo de turismo e especialista na matéria, Alessandro Sousa também contestou veementemente a informação recebida pelo HU. “Essa aeronave vem direto a Campina Grande. Vários políticos, quando vem de passagem rápida para a cidade, vem nesta aeronave, que é menor que um avião da Azul, que tem motor a jato”, disse.
“O avião da Gol transporta 186 passageiros. Não tem como comparar o tamanho e o peso com essa (C99). Essa informação sobre a capacidade do João Suassuna, portanto, não procede”, complementou.
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