A Prefeitura Municipal de Campina Grande anunciou nesta quinta-feira (1) a flexibilização para a educação infantil na rede privada de ensino, na faixa etária de zero a seis anos. Porém, ainda não há previsão para a retomada das aulas presenciais na rede municipal de ensino. Segundo o secretário de educação, Rodolfo Gaudêncio, o motivo é uma reprovação por parte de professores e famílias de alunos na consulta pública iniciada pelo município esta semana. Outra razão seria o alto número de professores dentro do grupo de risco de contaminação para a covid-19.
“A logística para a retomada das atividades presenciais no município demandaria um ajuste administrativo inviável neste momento. Isto ficou notório após a realização da consulta pública que aponta uma grande rejeição por parte dos professores e famílias quanto à retomada do ensino presencial neste momento. Pretendemos, no entanto, adotar como política a retomada da consulta pública a cada etapa de flexibilização”, explicou.
Além disso, outros fatores inviabilizam o retorno presencial das unidades educacionais do município. “O município tem um grande número de professores no grupo de risco. Com esta defasagem precisaríamos realizar contratações que não são possíveis, em respeito ao período de vedação da lei eleitoral. Além disso, as instituições de ensino infantil também foram as mais afetadas pela pandemia, do ponto de vista financeiro com ameaça de falência”, disse Rodolfo Gaudêncio.


