O ex-marido da vereadora Elinete da Silva, da cidade de Prata, no Cariri paraibano, foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da parlamentar, ocorrido em 2022. O julgamento de Manoel Ângelo aconteceu no Fórum Ministro Luiz Rafael Mayer, em Monteiro, e se estendeu por cerca de 18 horas, sendo concluído na madrugada desta sexta-feira (7).
O conselho de sentença reconheceu o réu pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio e motivo torpe. Antes do início do julgamento, familiares, amigos e moradores da região se concentraram em frente ao fórum pedindo justiça pela morte da vereadora.
O crime aconteceu durante a entrega de premiações de um torneio de futebol amador, quando Elinete foi surpreendida pelo ex-marido, que disparou contra ela três vezes, atingindo a perna, a cabeça e o peito. A vereadora morreu ainda no local.
Segundo a investigação conduzida pela delegada Renata Patu, o acusado não aceitava o fim do relacionamento, encerrado pouco mais de um mês antes do crime. Nesse período, ele teria passado a perseguir a vítima e, inclusive, tentado localizá-la em outro evento na cidade de Monteiro um dia antes do assassinato.
De acordo com familiares, após a separação, Manoel Ângelo chegou a vender bens que o casal possuía para impedir que Elinete e a filha tivessem acesso ao patrimônio. O caso, que chocou a população do Cariri, passou a ser tratado como um dos exemplos mais emblemáticos de feminicídio na região.


