O secretário de Saúde de Campina Grande, Gilney Porto, previu até o fim desta segunda-feira (23) a retomada completa dos serviços do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea). Ele informou que um fio danificado na fiação subterrânea da unidade hospitalar provocou a pane no gerador, levando à queda de energia onde gestantes e bebês recém nascidos estavam em acompanhamento, fato ocorrido no último sábado (21).
“A gente já está readmitindo as gestantes que foram para o Hospital Dr. Edgley, que é um hospital do município que tem bloco cirúrgico e está dando suporte para essas 19 pacientes, e elas já estão retornando ao Isea para continuar essa acompanhamento. Quando a gente tiver com 100% da unidade e laudo técnico dos engenheiros, a gente também vai fazer o retorno dessas crianças”, disse o secretário.
“A previsão é que no período noturno a gente ter a solução de 100% da unidade estabelecida com energia”, confirmou Gilney.
O apagão na maior maternidade de Campina Grande foi alvo de críticas de vereadores da oposição na cidade. Gilney condenou a exploração política e tratou o fato como “fatalidade”, garantindo que não houve prejuízo e nem riscos para os pacientes do Isea.
Para evitar maiores problemas aos internados, em especial aos recém nascidos, todos foram encaminhados para outras unidades de saúde ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Logo após a queda de energia e a identificação do motivo, os técnicos buscaram reestabelecer o local e fornecer o laudo que atesta o motivo da pane .
SAIBA MAIS:
O Ministério Público do Estado da Paraíba (MP-PB) em Campina Grande realizou uma visita ao Instituto de Saúde Elpídio de Almeida na manhã desta segunda-feira (23), após o incidente que provocou a falta de energia na maternidade. Durante a visita, a promotora da Saúde, Adriana Amorim, afirmou que as medidas da gestão foram primordiais para resguardar a saúde dos recém-nascidos e das gestantes.
“Fomos verificar as ações emergenciais que foram adotadas, as ações pontuais para reparo da situação e as ações mais amplas, como um projeto para renovação desse cabeamento que, de fato, é bem antigo. As medidas emergências da gestão foram primordiais para a saúde dos bebês e gestantes”, disse.
O MPPB protocolou um documento para receber de modo formal um documento explicando todas as causas da falta de abastecimento elétrico no prazo de dez dias. A Secretaria de Saúde e a direção do ISEA se comprometeram em responder em até 48 horas.


