A aterrisagem do médico Jhony Bezerra (Avante) na base oposicionista tem sido marcada por forte turbulência. O capítulo mais recente diz respeito ao puxão de orelha público dado pelo deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), que afirmou que Jhony chegou “destilando ódio, rancor e mágoa” quando precisava mudar o tom e se aproximar “de forma mais elegante”.
“Não tenho dificuldade de conviver com ninguém, minha própria formação pessoal é de conciliação, acho estranho apenas ele chegar destilando ódio, rancor e mágoa contra o prefeito Bruno, que é meu aliado”, disse Romero em entrevista recente à Rede Mais.
Jhony, derrotado nas eleições de 2024 para a prefeitura da Rainha da Borborema, mantém o dircurso forte de oposição a Bruno Cunha Lima (União Brasil). Romero tenta alerta-lo de que a eleição deste ano é estadual.
Mas o que diz Jhony?
“Em Campina Grande sempre deixei isso muito claro e deixo evidente que o nosso posicionamento será sim de oposição à gestão Bruno, de fazer apontamentos, fazer a oposição que for necessária, fazer a crítica que for necessária. E eu não abro mão disso”, disse ao Blog do jornalista Wallison Bezerra.
Jhony está mantendo o discurso forte, quando a situação parece pedir um pouco mais de leveza. Cícero tratou de botar “panos quentes” no assunto ao dizer que isso faz parte do “processo democrático”. Resta saber até quando ele conseguirá manter o discurso se a situação persistir.
O fantasma da divisão anda rondando a base do “Cabloclinho” justamente no momento em que ela mais precisa de motivos para unir do que separar. Nos bastidores é uma questão que o experiente Cícero vai precisar contornar se não quiser ver parte central de sua estrutura implodir na hora em que mais precisa estar de pé.



