O vereador Anderson Pila usou a tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande, nesta quinta-feira (7), para cobrar transparência nos recursos destinados à saúde e denunciar o atraso nos repasses da Prefeitura ao Hospital Antônio Targino. Segundo ele, a dívida com a instituição já ultrapassa R$ 1,5 milhão, comprometendo serviços essenciais como hemodiálise, ortopedia, neurocirurgia e terapia intensiva, ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Pila afirmou ter visitado a unidade e constatado a suspensão de atendimentos por falta de pagamento, o que afeta pacientes que dependem de tratamentos contínuos. Ele também leu uma recomendação do Ministério Público da Paraíba, que notificou a Secretaria Municipal de Saúde para adotar medidas urgentes e liberar os valores correspondentes aos serviços já prestados, sob pena de colapso na rede pública.
O documento do MP reforça que qualquer alteração na prestação de serviços deve ser comunicada com pelo menos cinco dias de antecedência, para que medidas preventivas sejam tomadas e a população não fique desassistida.
De acordo com o vereador, atrasos semelhantes já atingiram outras instituições em momentos anteriores, revelando um problema recorrente. Ele sugeriu que a Câmara retome iniciativas como a criação de comitês de acompanhamento, adotadas em crises passadas, e propôs uma reunião emergencial, na próxima semana, entre representantes da Secretaria de Saúde e da direção do Hospital Antônio Targino.
“Precisamos colocar a saúde da população acima de qualquer questão política, religiosa ou ideológica”, afirmou Pila.


