O filho da professora Honorina Oliveira Costa, de 43 anos, confessou ter matado a mãe com a ajuda da namorada. O crime aconteceu em novembro de 2022, em Cuité, e teria sido motivado “por ódio” que nutria da mãe desde 2018, segundo depoimento dado à Polícia Civil. O adolescente, de 17 anos, e a namorada, de 18 anos, estão detidos desde maio deste ano quando a investigação constatou a participação dos dois na morte da professora.
Inicialmente, o garoto afirmou à polícia que na noite do crime a mãe dele teria saído de casa falando que iria encontrar o companheiro, o policial militar Paulo Abrantes, para acabar o relacionamento, informação que, segundo a polícia, motivou a prisão temporária do pai dele. Mas, ao longo da investigação, a polícia constatou que o adolescente mentiu em depoimento.
O adolescente também afirmou que preferiu apontar que o pai era suspeito de matar a mãe para ele mesmo não ser apreendido. A polícia confirmou que o adolescente é usuário de drogas.
De acordo com a Polícia Civil, após a prisão do companheiro de Honorina as investigações seguiram e, a partir da quebra de sigilo do celular do filho dela, foi possível concluir que o adolescente percorreu o trajeto em direção ao local onde o corpo foi encontrado, no próprio veículo da mãe, como comprovado em imagens de circuito de câmeras.
Dinâmica do crime
Após ser apreendido, o adolescente disse que o pai não sabia do crime. Ele afirmou que na noite do crime teria chegado em casa com a mãe e que logo em seguida saiu sozinho em uma motocicleta para buscar a namorada. Ele retornou até a residência da família e auxiliou a companheira a entrar por trás da casa, pulando o muro, para que ela não fosse vista pelas câmeras.
Ao entrar no local, a namorada do adolescente jogou uma corda com a qual tentou estrangular a vítima, que reagiu e começou uma luta corporal. O filho da professora então aplicou um golpe conhecido como “mata leão”, e a fez cair ao chão. A namorada dele teria segurado a vítima, e o filho dela a estrangulou até a morte, segundo o próprio adolescente afirmou em depoimento à polícia.



