Campina Grande aparece em 17º lugar no Ranking do Saneamento organizado pelo Instituto Trata Brasil, que analisa os indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) nas 100 maiores cidades do Brasil. Os dados são referentes ao ano de 2021 e essa é a 15ª edição do ranking. O município paraibano ocupa a melhor colocação entre os municípios do Nordeste brasileiro.
Publicado nesta segunda-feira, o estudo do Trata Brasil enumera índices como indicador de atendimento total de água, indicador de atendimento total de esgoto, indicador de tratamento total de esgoto, investimento médio, indicador de perdas na distribuição, entre outros.
O curioso é que Campina Grande perdeu uma posição com relação ao levantamento do ano passado, caindo de 16º lugar para 17º, mas ainda assim a cidade se tornou a melhor do Nordeste, o que não acontecia no estudo anterior. Isso porque cidades como Vitória da Conquista, na Bahia, teve uma redução ainda maior e perdeu mais posições, ficando atrás de Campina Grande. Vitória da Conquista, por exemplo, era 13º lugar e agora é 18º.
A cidade paraibana, pois, que segundo dados da pesquisa tem uma população de 413.830 habitantes, registra 100% em atendimento de água, 94,26% em atendimento de esgoto e 74,15% de tratamento de esgoto. Com relação aos investimentos, foram R$ 123,47 milhões entre 2017 e 2021, mas um investimento per capita de R$ 59,67 por habitante. É o pior índice de investimento entre as 30 cidades melhor classificadas. Campina Grande registra ainda um índice de 27,54% em perdas na distribuição e um total de cinco piscinas olímpicas de esgoto não são tratadas por dia.
A outra cidade paraibana inclusa no estudo, a capital João Pessoa ocupa a 36ª colocação, duas posições piores que no estudo anterior. A cidade tem uma população de 825.796 habitantes e também registra 100% em atendimento de água. Em compensação registra 83,55% em atendimento de esgoto e 81,96% de tratamento de esgoto.
O investimento total em João Pessoa foi maior, com destinação de R$ 152,07 milhões entre 2017 e 2021, mas como a capital paraibana tem mais do que o dobro da população, o investimento per capita foi de apenas R$ 36,83 por habitante. As perdas na distribuição estão na ordem de 38,75% e um total de oito piscinas olímpicas de esgoto não são tratadas diariamente.
Contabilizando apenas as capitais brasileiras, João Pessoa ocupa a 12ª colocação, sendo a terceira colocada entre as capitais nordestinas, atrás de Aracaju e Fortaleza.
Com G1 PB



