Estudos internacionais apontam que dormir bem melhora o humor, a concentração, fortalece o sistema imunológico e previne doenças cardiovasculares e metabólicas. É durante esse período de descanso que o organismo exerce as principais funções restauradoras, repõe energia e regula o metabolismo.
Nesta sexta-feira (17) é celebrado o Dia Mundial do Sono. A data tem como objetivo destacar a importância de se dormir bem para a preservação da saúde física e mental.
“Não por acaso, o sono é considerado um dos três pilares da saúde, ao lado da boa nutrição e da prática de atividade física”, afirma a médica Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A privação de sono e o sono insuficiente aumentam o risco para problemas cardiovasculares e metabólicos, como hipertensão e diabetes, além de propensão para obesidade.
A Associação Brasileira do Sono (ABS) recomenda ao adulto dormir entre 7 e 9 horas por noite. Quem dorme pouco de forma eventual pode ter sonolência, fadiga, mau humor e redução do desempenho cognitivo, inclusive a capacidade de decisão. “Pessoas que costumeiramente dormem pouco vivem menos e apresentam mais risco de desenvolver demência”, explica Dalva.
Um estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliou por duas semanas o impacto da duração de sono sobre a saúde cardiovascular de 53 universitários, com idade média de 20 anos. Nos primeiros 7 dias, todos mantiveram o horário habitual de sono. Nos outros 7 dias, aumentaram em 1 hora a duração de sono. Os participantes relataram que na segunda semana apresentaram menos sonolência diurna e queda na pressão arterial sistólica.
Os benefícios do sono podem ir além da saúde física. Pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, realizaram um estudo para analisar o estado emocional de 72 jovens, entre 18 e 24 anos, que dormiam em média 7 horas por noite. Por duas semanas, eles relataram o estado de humor por meio de um aplicativo. Nos dias 8 e 14, parte deles foi convidada a estender a duração de sono por 90 minutos. Os estudantes que dormiram mais tempo melhoraram a qualidade de sono e tiveram mais emoções positivas do que os que dormiram 7 horas.
Um conjunto de medidas contribui para aumentar a qualidade do sono e reforçar a sensação de descanso na manhã seguinte. A chamada “higiene do sono”, inclui horários regulares para ir para a cama, evitar alimentação farta nos horários próximos de dormir e evitar o uso de telas em excesso.
“Passamos cerca de 1/3 das nossas vidas dormindo e para que isso aconteça de forma reparadora, é importante manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente, além de controlar seus níveis de estresse. Inclua pausas em sua rotina, com momentos de descontração e relaxamento, e cuide muito bem da sua saúde”, afirma a nutricionista Carol Tavares, da Vitamine-se.
Entre as orientações estão:
- Diminua a luminosidade do quarto
- Experimente adicionar práticas de relaxamento antes de dormir
- Mantenha uma alimentação saudável e inclua nutrientes que ajudam a melhorar a qualidade do sono
- Faça exercícios físicos regularmente
- Evite o consumo de cafeína e de alimentos ricos em açúcares antes de dormir
- Não beba grandes volumes de líquidos antes de dormir
- Não confira seus e-mails, nem trabalhe antes de ir para a cama
Com CNN Brasil



