31 de janeiro de 2023, a data marca os 70 anos de fundação do “Gigantão”, o Colégio Estadual da Prata, uma das maiores instituições de ensino público da Paraíba, com sede em Campina Grande. O colégio nasceu fruto de um clamor popular ao final da década de 40, quando a Rainha da Borborema não tinha ensino secundário subsidiado pelo poder público, diante da existência das instituições particulares de ensino: Colégio Pio XI, Ginásio Alfredo Dantas e Colégio Imaculada Conceição.

O historiador Wanderley de Brito conta um pouco da história do colégio. “O arquiteto Hugo de Azevêdo foi quem estruturou o colégio, era uma coisa absurda, colossal para aquela época. 18 salas de aula, ginásio, auditório, quadro de esportes e outras dependência. Por conta dessa suntuosidade do prédio o colégio ficou conhecido como O Gigantão da Prata, perdendo apenas no tamanho para o Lyceu Paraibano, em João Pessoa”, destaca.
O nome oficial do colégio é Dr. Elpidio de Almeida em alusão ao ex-prefeito de Campina Grande. “Elpidio de Almeida, duas vezes prefeito, dedicou suas gestão para a educação, principalmente para a educação básica, então ele teve esse histórico e histórico de um prefeito que se dedicava à educação na década de 50”, relatou.
Desde 2018 o Estadual da Prata se tornou a Escola Cidadã Integral, um modelo implantado pelo então governador Ricardo Coutinho (PT). Mais de 600 alunos estudam em tempo integral cursando o Ensino Médio ao mesmo tempo. O prédio atualmente tem 30 salas de aula, um amplo auditório, 5 laboratórios, além de um ginásio.
Uma escola com tamanha importância também acolheu grandes nomes locais e nacionais, como a cantora Elba Ramalho; o cantor Capilé; o ex-governador Ronaldo Cunha Lima (in memorian); o jornalista José Nêumanne Pinto; o ex-senador Ney Suassuna (Republicanos) e o deputado federal Damião Feliciano (União Brasil).

Redação com TV Borborema e Retalhos Históricos de Campina Grande


