O transporte público de Campina Grande está enfrentando a maior crise de sua história por conta da queda do número de passageiros e, por isso, voltou a partir desta terça-feira (4) a funcionar com 30% da frota. Ao todo, apenas 40 veículos vão realizar o serviço em toda a cidade. De acordo com a Superintendência de Transporte e Trânsito (STTP), as empresas de ônibus decidiram pela redução no fim da tarde dessa segunda-feira (3).
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Campina Grande (Sitrans), o setor chegou a cogitar a possibilidade de paralisar totalmente as atividades após a queda no fluxo de passageiros provocada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo o Sitrans, em abril, o pior mês do ano para o sistema, apenas 423.909 passageiros fizeram uso do serviço. Isso sem contar com o percentual de gratuidade que existe.
Conforme a STTP, o número de passageiros foi reduzido de 100 mil por dia, antes da pandemia, para aproximadamente 15 mil no início das medidas de distanciamento social. Após a abertura do comércio o número aumentou para 33 mil passageiros por dia.
Segundo o diretor do Sitrans, Anchieta Bernardino, a cidade ficará apenas com 40 veículos circulando nesta terça-feira. “A população vai às ruas sabendo que estaremos com 30% da frota. Aquilo que era pensamento inicial de zerar a frota foi vencido na reunião em respeito a quem faz uso dos ônibus”, disse. Até ontem a frota estava funcionando com 55% de sua capacidade máxima.
No início de junho o setor chegou a suspender as atividades, mas após reuniões as empresas voltaram às ruas. Uma decisão da Justiça proibiu que o setor suspenda, em sua totalidade, os serviços durante a pandemia do coronavírus. De acordo com a decisão, as empresas devem manter a circulação de pelo menos 30% da frota na pandemia.
Problemas para os usuários
Antes mesmo da redução da frota para 30%, usuários de algumas localidades de Campina Grande, a exemplo da comunidade Salgadinho, que fica na zona rural, vêm sofrendo com a falta de ônibus. Por conta disso, os moradores da localidade precisam caminhar, no mínimo, dois quilômetros para o ponto de ônibus mais próximo, que fica no Major Veneziano. O problema se estende desde o início da pandemia e nem o Sitrans e nem a STTP conseguem encontrar uma solução para voltar a atender, nem que fosse com um único carro, os moradores da comunidade.
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